domingo, 19 de maio de 2013

Nota de Imprensa - Comentário à reunião do CLAS

A Associação de Pais do Agrupamento de Escolas do Concelho de Vidigueira congratula-se com a posição tomada pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vidigueira na reunião do Conselho Local de Ação Social, de dia 17 de Maio de 2013, onde assegurou a abertura das cantinas escolares durante o período das interrupções letivas, para proporcionar refeições às crianças mais carenciadas.

António Palula Palma - Presidente da APE.

Mais algumas imagens da tomada de posse e dos novos corpos sociais!





















terça-feira, 14 de maio de 2013

É com prazer que anuncio que a APEE já tem novos corpos sociais!
A tomada de posse ocorreu dia 13 de Maio pelas 19:00h na escola sede e, contou com a presença dos parceiros da comunidade educativa. 

A todos o nosso obrigado pela presença. 



Da direita para a esquerda:
Excelentíssima Sr.ª Diretora do Agrupamento de Escolas de Vidigueira, Isabel Contente;
Excelentíssimo Sr. Diretor Regional-Adjunto da Direção Regional de Educação do Alentejo, Herlander Mira;
Excelentíssimo Sr. Presidente da Mesa da Assembleia, João Roberto;
Excelentíssimo Sr. Presidente da CM de Vidigueira, Manuel Narra;
Excelentíssimo Sr. Presidente da APEE, António Palma. 

A estes e a todos os presentes o nosso obrigado pelas palavras amigas e de encorajamento. 

António Palma - Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas do Concelho de Vidigueira. 



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pais em 2012: Corajosos, irresponsáveis ou optimistas?

Como é ser pai em 2012? O PÚBLICO lançou a pergunta aos leitores do online e recebeu cerca de uma centena de respostas.



Prometem substituir a Playstation por brincadeiras em poças de água. Seguram-se na importante almofada que é a retaguarda familiar — muitas vezes chamada avós. Fazem contas à vida e reclamam da falta de apoio do Estado às famílias. Alguns ponderam emigrar. Muitos estão desempregados. Todos se sentem inseguros mas quase todos se dizem optimistas. Os pais de 2012 tiveram filhos que são também filhos da crise
Ter um filho em 2012 é um acto de coragem, irresponsabilidade ou um sinal de optimismo?
Lançámos a pergunta aos nossos leitores e esperámos pelas respostas. Recebemos muitas histórias que falam nessa parte tão importante da vida que é ter um filho. São todas diferentes e todas iguais. Diferentes nos detalhes e iguais na declarações de uma vontade, um sonho, um plano de vida que falou mais alto do que a crise. Apesar das muitas dificuldades, admitindo tantos medos e riscos, tiveram, em 2012, o primeiro filho ou mais um. Não interessa. Asseguram que vale a pena. Bárbara, Maria João, Filipe, André, Mariana, Mattia, Constança, Inês, Margarida, Júlia... são bebés nascidos na crise em Portugal.
É verdade que nos testemunhos sobram as descrições de um sentimento que tem tanto de enternecedor como de ridículo. É verdade que os e-mails enviados são cartas de amor. “O nosso pequenote é a maravilha mais perfeita que existe (...) Lutar nunca me pareceu tão material e humano, nunca me pareceu tão concreto. Quem diria que uns bracinhos tão pequenos e umas mãozinhas tão frágeis poderiam dar um empurrão tão forte?”, escreve Francisco Pessanha. “Para mim que sempre quis ser mãe, que crise pode ofuscar aquele sorriso de gengiva ainda despida todas as manhãs?”, pergunta Sofia Pereira, mãe de uma menina “mais planeada do que o 11 de Setembro” com quase 11 meses.
Mesmo quando o discurso nos parece ser o mais realista possível, o coração acaba por sair pela boca. “Na minha opinião, e falando de uma forma mais fria, não há vantagens em ter um bebé. Choram, fazem cocós, chichis, trocam-nos os sonos, fazem-nos gastar bastante dinheiro (quartinho, banheira, roupas, cuidados de saúde, etc.) e para não falar da vida atribulada para conciliar o trabalho com a rotina do bebé. Mas depois, quando ele dorme no nosso colo ou fica a olhar para nós, isso tudo é esquecido e sentimos que a vida ganha um novo propósito”, diz um pai que se identifica como RA.

Queda brutal da natalidade
As decepcionantes estatísticas da natalidade são conhecidas. Fala-se num “inverno demográfico” que dura há 30 anos e que se agrava a cada ano que passa. No início deste mês uma das notícias do PÚBLICO referia em título que “2012 vai ser o ano com menos bebés de que há registo”. Até ao final do ano, o número de crianças nascidas em Portugal não deverá ultrapassar os 90 mil e, com isto, o país é “campeão” nos dados que confirmam a queda da taxa bruta de natalidade na Europa. Cientistas, Governo, Presidente da República, Igreja unem-se no apelo que diz que Portugal precisa de mais bebés. Porém, estas vozes são abafadas pelo poderoso grito da crise que nos exige cada vez mais cortes e contenção.
Os pais de 2012 vivem ao som deste grito. Nos testemunhos enviados ao PÚBLICO, todos fazem contas à vida. Nas histórias onde o desemprego não está de facto já presente, a pura ameaça assusta. E, mais uma vez, a terrível estatística: 15,9% da população portuguesa está desempregada.


Alda Silva chora com medo e chora de rir. As lágrimas que caem por causa do medo são pelo dia de amanhã. As que são empurradas pelas gargalhadas são da inteira responsabilidade de Maria João, com pouco mais de um ano. A filha de Alda nasceu quando a mãe tinha trabalho. No final da licença de maternidade, o contrato acabou e Alda ficou no desemprego. Alda e Maria João estão 24 horas juntas. “Como vivo? Vivo com medo... muito medo do incerto”, escreve.
Nunca como agora o argumento de “ter condições” para ter um filho foi tão influente. Esta não é a melhor altura para aumentar encargos. Em troca ouvimos de resposta o que também já sabemos de antemão: é muito difícil reunir todas as condições para ter um filho, em tempo de crise ou sem ela. O pediatra Mário Cordeiro está deste lado: “Não creio que se deva ser leviano, quanto ao ter filhos, mas também não se deve pensar ‘de mais’ no sentido de só os ter quando estiverem reunidas ‘todas as condições’. Nunca será o caso.”
“Não há momentos perfeitos!”, confirma Mariana Castro, uma das mães de 2012, que quando contou à sua mãe que estava grávida viu o sorriso da futura avó suspenso por causa da crise. “A minha mãe ficou assustada, disse que as coisas estavam complicadas e que estando a crise longe de acabar tinha sido um pouco precipitado.” Casada desde 2009, Mariana não quis mais adiar o sonho. Hoje a filha tem mais de nove meses e a somar às “dificuldades, desemprego, trabalhos pouco estáveis, etc.” há as contas com as “vacinas fora do Plano Nacional de Vacinação, os leites, os remédios”.
Pronto, as condições perfeitas não existem. Mas... agora? Porquê agora? Porquê logo agora em plena crise? A socióloga Vanessa Cunha acredita que o “factor idade” será um dos mais determinantes na decisão. “Muitas destas pessoas não podiam esperar mais e não quiseram adiar o projecto de parentalidade, sob pena de o comprometer. Muitas terão pensado “é agora ou nunca”.
A socióloga acertou na ideia que se repete em muitos testemunhos e acertou mesmo na frase exacta. “Tenho 38 anos e estou grávida do segundo filho. O primeiro tem nove anos. Eu e o pai decidimos ter este filho porque estamos os dois com cerca de 40 anos e estamos cansados de esperar por um contexto económico mais favorável, que nunca chega! (...) Como a vida não espera por nós, decidimos que era agora ou nunca!”, diz Patrícia Costa.
Almofada familiar
Há o alarme do relógio da fertilidade mas há também o que Vanessa Cunha chama “almofada familiar”. Chegamos aos avós, algo que pode fazer toda a diferença entre ter e não ter (mais) um filho. Podem ser outros membros da família, mas em alguns dos testemunhos enviados está a referência (e uma reverência) aos avós. Ou porque ajudam financeiramente — pagando algumas contas e compras — ou, simplesmente, porque estão ou vão estar lá, para tomar conta dos netos ou para ir buscá-los à creche.
Os avós servem de almofada e também de inspiração pelo seu passado. São muitas as frases dos pais de 2012 que começam com a expressão “no tempo dos meus avós”. Um tempo também difícil mas em que tudo se arranjava, em que havia sempre espaço para mais um na mesa e os filhos “se criavam”. Uma ideia demasiado romântica para as expectativas que temos hoje para os nossos filhos, avisa Vanessa Cunha. É que o tempo desses avós foi também um tempo em que muitas crianças apenas completavam o 4.º ano de escolaridade e depois iam trabalhar, um tempo em que os nossos indicadores de mortalidade infantil estavam muito longe do sucesso e progresso que foi conquistado nos últimos 30 anos. “Acho que ninguém quer voltar atrás, até esse tempo”, corrige Vanessa Cunha.


A “almofada familiar” torna-se ainda mais essencial na decisão de ter um filho perante a escassez de apoios públicos à família. Os pais queixam-se. “A falta de oferta pública de infra-estruturas torna um bebé muito caro e condiciona com certeza muitas famílias em terem um ou mais filhos”, acredita Rita Cabaço, 35 anos, mãe de um filho. A falta de creches públicas é um alvo concorrido nas histórias dos pais de 2012 mas critica-se também a insuficiência de subsídios de apoio e, especificamente, as alterações drásticas no abono de família. “Havia um contrato de cooperação entre o Estado e as famílias e as regras foram radicalmente alteradas, sem qualquer perspectiva futura”, nota Vanessa Cunha.
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas tem denunciado este Estado ausente e negligente. “É preciso que o Estado reconheça os encargos que as famílias com filhos a cargo têm e que estes deverão ser contabilizados na hora de avaliar a capacidade financeira das famílias: neste momento, para o cálculo da taxa do IRS e para a isenção das taxas moderadoras, os filhos contam zero, enquanto para o abono de família valem apenas como meia pessoa”, lê-se num comunicado publicado este ano no site.
Karin Wall, socióloga e investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa e directora do Observatório das Famílias e das Políticas de Família, acha que este abandono que os pais de 2012 sentem em relação ao Estado é legítimo. As alterações ao abono de família já em 2004, com Bagão Félix, deixaram de fora uma grande parte das famílias, reservando para este apoio apenas os mais pobres. O cheque mensal não era elevado mas, sublinha a directora do Observatório das Famílias, “é uma mensagem que o Estado dá de apoio às famílias e que deixou de existir”. “No caso de apoio económico às famílias, há uma série de instrumentos que passaram de um esquema universal para um selectivo”, constata.
Mas Karin Wall põe alguma água na fervura. “Há apoios em várias áreas. Na última década houve um empenhamento grande para aumentar o número de creches que são subsidiadas pelo Estado e que funcionam como IPSS (instituições particulares de solidariedade social). A taxa de cobertura para creches e amas entre os 0 e os 3 anos aumentou para 37%, acima do objectivo europeu dos 33%”, contrapõe.
A mensagem que hoje vem do Estado é aguentar, consumir menos, cortar, racionalizar. Algo que bate de frente com o crescer de uma família. Quando se tenta conciliar a crise que se tem com os filhos que se quer, é inevitável mudar. Mudar tudo, desde a casa, à cidade, ao modo de viver e até de brincar. “A crise pode ser uma ocasião de repensar o que se gasta com as crianças, como se gasta e quando se gasta”, defende o pediatra Mário Cordeiro.

Sem Barbies e sem consolas
Carolina tem 16 meses e é a filha de Cristiani Oliveira, uma brasileira a residir em Portugal há mais de dez anos. “Diante de todos os meios electrónicos e prendas caras, sabe quais são os brinquedos e brincadeiras favoritas da minha filha? Bolas de sabão, correr no parque, brincar na beira do mar. Tudo grátis ou quase. (...) Ser pai em tempo de crise é difícil de facto para as classes mais baixas, quando há a preocupação de ter ou não pão na mesa todos os dias. Quanto à classe média, que é onde me incluo, custa-me ver o discurso ‘zero filhos’ ou ‘um filho’ quando a preocupação é se poderão ou não dar uma Playstation, as viagens mais caras, um consumismo desenfreado, etc.”, escreve a mãe de Carolina.


“Cresci sem Barbies, sem consolas, em escolas públicas, a andar de autocarro, a ir ao restaurante só em aniversários, a receber poucas prendas no Natal, a estimar e poupar os meu brinquedos, a partilhá-los com os meus cinco irmãos, a saltar para as poças de água de galochas, a fazer casas-na-árvore, a arrancar rabos às lagartixas. (...) Hoje tenho um filho e quero poder dar-lhe tudo! Tudo é também as poças, a chuva, os passeios no campo, os dias na praia, o sol, uma boa educação, escolas melhores, gente educada à sua volta, a lua e uma ou muitas voltas ao mundo!”, diz Joana Brandão, 35 anos, “actriz desempregada, casada — feliz, mãe de um filho de três anos e grávida de três meses”.
“Ainda bem”, reage Vanessa Cunha, vendo as vantagens de, “perante a adversidade, sermos capazes de repensar a forma de estar na vida”. “A nossa geração — que agora está a ter filhos — foi em grande parte educada com alguma facilidade no acesso ao consumo. Este pode ser um momento de reavaliação.” A socióloga insiste: “A crise não toca todas as famílias da mesma maneira.”
Assim, se uns vão prescindir de (ou adiar) uma viagem à Eurodisney, mudar de carro ou comprar uma casa maior, brincar numa poça de água em vez de comprar uma Playstation, outros terão de tomar opções bem mais difíceis. “Tenho 25 anos, sou licenciada em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, o curso pouco importa, o meu maior objectivo nesta vida era ser mãe”, começa Teresa Nascimento. O filho nasceu em Março de 2012. E agora? “É muito duro, todos os dias é uma luta constante”, conta. Teresa que ganha 560 euros por mês pelo trabalho especializado que faz “a preço de saldo” para um empresa. O marido ganha pouco mais do que isso. A renda é de 350 euros e, contabiliza, “a mensalidade da creche será de 180 euros”. E é então que, diz, “o engenho aguça”. “Nunca compramos Dodots, lavamos com água como antigamente, com panos turcos, não compramos comida feita, fazemos tudo, o nosso bebé nunca comeu uma farinha comprada (...). O meu marido passou a ir a pé da estação de Entrecampos até ao Saldanha para poupar no passe, eu deixei de beber cafés e de comprar um lanche na rua, levo marmita como as operárias de antigamente. Não fazemos férias e não compramos nada por impulso, nunca soubemos o que era o prazer de comprar alguma coisa só porque gostávamos dela. Fazemos a planificação do mês no mês anterior, aceitamos roupa de quem queira oferecer, tanto para nós como para o menino”, descreve.
Por coincidência, 20 minutos depois de recebermos o testemunho de Teresa Nascimento, chega o relato de César Medalha Pratas. As diferenças saltam à vista. “Eu e a minha mulher temos proveniências de famílias de classe média-alta. Crescemos com acesso a todo o tipo de bens e nunca passámos dificuldades sérias!”, conta o advogado, casado com uma psicóloga clínica. Ter um filho era um desejo com algum tempo e fazê-lo acontecer em 2012 é uma aventura. Também aqui houve mudanças, ainda que muito distantes da realidade de Teresa. “Sabíamos de antemão que iríamos fazer concessões ao nosso estilo de vida desafogado! E assim foi, fizemos um plano e temos de o cumprir, sob pena de vermos o crescimento do nosso filho complicado! Trocámos de casa, mas não para a casa que sonhávamos, teve de ser uma casa bem mais pequena do que a que tínhamos projectado. Deixámos de jantar fora três ou quatro vezes por semana, e as duas ou três vezes por ano que viajávamos para fora do país deixaram de existir...”
Emigrar e não emigrar
Emigrar também pode ser uma solução, dizem estes pais. E há quem já o tenha feito, quem esteja a pensar nisso e quem tenha encontrado um meio-termo. Rita Cabaço enviou o seu relato e o seu retrato de família: a mãe e o filho André (agora com dez meses) sentados num sofá e o pai... numa imagem digitalizada no computador. “Depois de engravidar, o meu namorado deixou de ter trabalho em Portugal e teve de emigrar. Passei o fim da gravidez sozinha e agora estou também sozinha a tomar conta do bebé que tem nove meses, o que é desgastante fisicamente e também emocionalmente”, conta. Mário Baptista entretanto voltou, mas como não consegue arranjar emprego pondera voltar a sair do país.
Nuno Frade escolheu uma estratégia diferente e optou por emigrar... sem ter de emigrar. Nuno, 34 anos, vivia na grande Lisboa onde um dia ficou desempregado. Há dois anos decidiu com a sua companheira Paula, de 30 anos, procurar “um cantinho com qualidade de vida” e criar um negócio próprio. “A Margarida nasceu a 14 de Setembro na Maternidade de Portalegre e foi registada em Marvão, uma das regiões mais desertificadas de Portugal.” Um lugar onde “as crianças são tratadas como tesouros” e onde Margarida não será mais um número, acredita os pais.
Os dados do Censos 2011, divulgados esta semana, mostram que em 2011 o número de núcleos familiares “casal com filhos” continuava a ser o predominante (mais de um milhão e 600 mil famílias com esta estrutura), mas menos do que em 2001 quando o valor ultrapassava um milhão e 700 mil. As famílias estão também mais pequenas, diz o Censos de 2011. Vanessa Cunha, que é a principal autora de uma investigação que concluiu que as famílias com filhos únicos poderão atingir um número recorde e tornar-se maioritárias na geração dos que estão entre os 30 e 40 anos, reforça esta tese. “Esta geração vai fazer as opções mínimas de parentalidade”, diz. E não é necessariamente porque querem. Muitas vezes o número de filhos que têm não coincide com os que gostariam de ter.
Nas histórias contadas pelos pais de 2012 não encontrámos retratos catastróficos — ainda que um pai de família tenha profetizado com uma certeza inabalável a chegada de uma III Guerra Mundial — nem vidas de fome e miséria nua e crua. As pessoas que tomaram esta decisão em 2012 e que estão a sofrer por causa disso não aparecem nestes testemunhos mas existem em Portugal. “Há pessoas que tiveram filhos e que estão numa situação terrível”, lamenta Karin Wall, que lembra que a taxa de risco de pobreza está muito acima da média nas famílias com desempregados, famílias numerosas (a partir de três filhos) e monoparentais. “Estas, definitivamente, precisam de apoio”, alerta.
E, por fim, uma certeza: se o PÚBLICO tivesse feito a pergunta ao contrário e procurasse as pessoas que, em 2012, abandonaram ou adiaram a decisão de ter um filho por causa da crise, a história a contar seria muito diferente. “Há muitas pessoas à espera de melhores dias”, diz a socióloga Vanessa Cunha. Karin Wall concorda: “Há pessoas que estão numa situação muito vulnerável e que vão esperar por melhores condições para ter o filho ou os filhos que querem.” Podem até ser mais do que os pais de 2012.

Com dúvidas a Matemática? Consulte um explicador digital


Aprendizagem online 14.11.2012 - Por Catarina Fernandes Martins
Para muitos estudantes, a Matemática é uma dor de cabeça. Este discurso é sobejamente conhecido e o elevado insucesso escolar tem levado professores e investigadores a procurarem formas de aumentar o desempenho dos seus alunos. O segredo pode estar online.
Saiba mais: 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Pais garantem que há fome nas escolas

Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação denunciou hoje, no Parlamento, que há "fome nas escolas", em vez do pequeno-almoço prometido pelo Ministério da Educação. 
 
Questionada pelos deputados da oposição sobre este programa, lançado em fase piloto no final do ano letivo passado, a presidente da CNIPE, Maria José Viseu, respondeu: "Não existe pequeno almoço, o que existe é fome nas escolas".
A responsável afirmou que a CNIPE já tentou fazer uma sondagem a nível nacional, mas que não encontrou dados a este respeito. Também os deputados da oposição na Comissão de Educação afirmaram que os dirigentes escolares nada sabem sobre este programa.
Na última audição parlamentar dos responsáveis políticos do Ministério da Educação nesta comissão, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, disse que o programa estava em curso, em parcerias com empresas, embora tivesse reconhecido não estar ainda em velocidade de cruzeiro. Estimou, no entanto, que seriam abrangidos cerca de 10.000 alunos, pelos dados de que dispunha na altura. Hoje, ao final da manhã foi também ouvida a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), que não dispunha igualmente de dados sobre o assunto.
"Temos conhecimento de muitas famílias que não conseguem pagar os livros dos filhos, que não lhes conseguem dar uma refeição quente e isso muitas vezes só é conseguido à custa de grande esforço dos diretores", declarou a deputada socialista Odete João. O presidente da CONFAP, Albino Almeida, confirmou que a fome nas escolas está a aumentar, constatando que à segunda-feira "os pratos ficam limpos", mesmo quando os alimentos não são completamente do agrado dos alunos. Além de também questionar a situação débil a que estão sujeitas muitas famílias, a deputada do PCP Rita Rato criticou o Governo por "querer importar o modelo alemão" na vertente profissional e numa lógica "filho de operário é operário".
Ana Drago, do BE, sublinhou que a crise está a ter "um impacto brutal nas famílias" e que as primeiras prejudicadas são as crianças: "As escolas desdobram-se em soluções. Pequeno-almoço? O ministério diz que está a andar, mas as escolas não sabem de nada, incluindo escolas que foram abrangidas pelo projeto-piloto no final do ano letivo passado". O PSD sublinhou que o ano letivo se iniciou com uma normalidade reconhecida pelos diretores. Para Maria Viseu trata-se apenas de aparente normalidade. "As escolas portuguesas são hoje escolas onde se vive tristeza", garantiu.
Económico com Lusa 07-11-2012 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ASSEMBLEIA GERAL


Teve lugar no passado dia 15 de Outubro, no auditório da EBI de Vidigueira, a Assembleia Geral da Associação de Pais.

Foi apresentado o relatório de actividades e de contas, os quais tiveram aprovação por maioria.

Um elemento da direcção fez a apresentação das contas e os elementos da Assembleia fizeram uma breve resenha das actividades desenvolvidas no ano passado.

De seguida, foi dado conhecimento à assembleia da actual situação em que se encontra a associação de pais, sem presidente e tesoureiro, o primeiro por demissão e o segundo por ter deixado de ter filhos no agrupamento. A acrescer a isto, o desinteresse dos demais elementos que compõem os órgãos sociais, no que à associação se refere.

Perante o exposto, entendeu a mesa da Assembleia Geral estabelecer um prazo, que se fixou em 30 dias, para que os pais e encarregados de educação, apresentem uma lista que será votada em assembleia Geral, que se agendou para o dia 21 de Novembro de 2012.

Não sendo apresentada qualquer lista, na mesma data será votada a extinção da associação.

O papel desempenhado pela associação de pais só poderá ser bem sucedido se tiver a ajuda de todos em busca de soluções que contribuam para o fortelacimento e relacionamento institucional, em beneficio do sucesso educativo que se quer para os nossos educandos.






sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Início das Actividades lectivas 2012/2013

Comunicado

O ano letivo 2012/2013 inicia-se, nesta escola, no próximo dia 14 de setembro, Sexta-feira.

Neste dia, terá lugar o início oficial do ano letivo, bem como a receção aos Alunos e Encarregados de Educação das 09 horas e 30 minutos às 12 horas.

Convidam-se todos os Pais e Encarregados de Educação a comparecerem na escola a fim de acompanharem os seus educandos no início de mais uma etapa da sua formação, conhecendo o Educador, Professor titular de turma ou o Diretor de turma e atualizando-se sobre o funcionamento do novo ano.
A sua presença e participação são muito importantes.
Cada turma será recebida na sua sala de aula.



Vidigueira, 6 de setembro  de 2012
A Diretora
Isabel Contente

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ano lectivo 2012/2013: alunos do 4º ano poderão ter aulas até 5 de julho

Proposta do calendário escolar para 2012/2013 foi apresentada pelo Ministério da Educação aos sindicatos.
Isabel Leiria (http://www.expresso.pt/) -  Sexta feira, 29 de junho de 2012


As aulas no próximo ano letivo deverão começar entre 10 e 14 de setembro e, no caso dos alunos do 4º ano que venham a precisar de um apoio ao estudo extraordinário, poderão prolongar-se até 5 de julho.
As datas
constam do projeto de calendário escolar apresentado hoje pelo Ministério da Educação aos sindicatos. A grande novidade prende-se precisamente com a aplicação de exames nacionais a Matemática e Português no 4º ano e que o ministro Nuno Crato quer que se realizem no início do 3º período.
Para os alunos que revelem mais dificuldades e estejam em risco de não passar para o 5º ano, as escolas terão de garantir aulas extras até 5 de julho. Terminado esse apoio, terão nova oportunidade de realizar a prova. As atividades no pré-escolar também acabarão nesse dia.
Nos restantes anos sujeitos a exame nacional - 6º, 9º, 11º e 12º - prevê-se que as aulas terminem a 7 de junho. Nos outros níveis será uma semana depois.
 A Fenprof já manifestou o seu desacordo em relação a esta proposta, sobretudo no que respeita ao calendário do pré-escolar e para o 4º ano. "Retomam-se os exames para alunos de graus etários muito baixos e depois vem o castigo: quem tiver 'negativa' fica em aulas até dia 5 de julho". Calendário escolar para 2012/2013

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Razia nos resultados de Matemática no 4.º e no 9.º ano


13.06.2012 - Por Clara Viana, in Público

O desastre anunciado está confirmado. A média dos alunos do 9.º ano no teste intermédio de Matemática, realizado em Maio passado, ficou-se nos 31,1%, segundo dados disponibilizados ontem ao PÚBLICO pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), o organismo do Ministério da Educação e Ciência (MEC) responsável pela elaboração dos exames.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Despacho muda quase tudo no que respeita à organização do trabalho nas escolas

Público 06-06-2012
O documento de Nuno Crato muda quase todas as regras até agora em vigor no que toca à organização do trabalho dos professores e os critérios que presidiam à atribuição de horas suplementares para os estabelecimentos de ensino promoverem projectos próprios. A palavra-chave, segundo o ministério, é autonomia.

Até agora, o chamado crédito horário atribuído às escolas para desenvolverem actividades educativas extra-aulas tem sido definido com base na antiguidade dos seus professores, ou seja, resulta da soma das horas lectivas a que os docentes têm direito a partir dos 40 anos de idade. A partir do próximo ano lectivo, esta disposição, que tem favorecido sobretudo as escolas dos grandes centros urbanos, com um corpo docente mais estável, deixa de existir.

"A definição das horas de crédito dependerá da diversidade de factores próprios de cada escola" de modo a que estas possam "adequar a implementação do projecto educativo à sua realidade local, com autonomia pedagógica e organizativa", segundo se determina no despacho de organização do próximo ano lectivo.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

DIA ECO-ESCOLA -5 Junho

AGRUPAMENTO DE VIDIGUEIRA CELEBRA DIA DA ECO-ESCOLA


O Agrupamento de Escolas de Vidigueira celebra no dia 5 de Junho de 2012, terça-feira, o Dia Eco-Escola.


Desta forma pretende dar a conhecer o trabalho desenvolvido em torno de uma escola amiga do ambiente. Ao longo do dia serão realizadas atividades que mostram o esforço do Agrupamento na melhoria do seu desempenho ambiental nas áreas da energia, resíduos, biodiversidade, água e promoção de hábitos de vida saudáveis.


O programa prevê a realização de uma Feira da Tralha, uma exposição de trabalhos com materiais reciclados, uma banca da horta, a apresentação de um protótipo de casa sustentável, uma banca de recolha de papel para o Banco Alimentar, atividades lúdicas, concurso de pequenos animais domésticos e animação surpresa. A par destas iniciativas, projetadas para o exterior da Escola, no auditório do Agrupamento têm lugar sessões sobre “A Aventura do Vidro” e a entrega de diplomas de participação no projeto “Escola da Energia”.

No átrio daquele estabelecimento de ensino serão projetadas atividades desenvolvidas.



PROGRAMA / CONVITE À COMUNIDADE ESCOLAR


Atividades a decorrer entre as 10.30h e as 15.30h no exterior



FEIRA DA TRALHA (usados, velharias e artesanato produzido pelos alunos em anos anteriores no âmbito das disciplinas de Expressões)


EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS COM MATERIAIS REUTILIZADOS

(Materiais produzidos nas disciplinas de Expressões de todos os ciclos, incluindo os trabalhos realizados no âmbito da Oficina do Sr Lixo: Pré-escolar)

BANCA DA HORTA (hortícolas e sementes – produtos restantes. Dinamização por Prof João Martins e alunos de Oficina das Ciências)

PROTÓTIPO – CASA SUSTENTÁVEL (Protótipo de casa aquecida por painel de Energia Solar, selecionado para concurso no ano anterior. Dinamização pelo Prof Luís Feitor – CFQ e alunos de Oficina das Ciências)

BANCA DE RECOLHA DE PAPEL PARA O BANCO ALIMENTAR

(Apela-se à participação de toda a comunidade para aumentarmos neste dia o nosso contributo. Aceitam-se apenas Jornais, Revistas, Cadernos e desdobráveis publicitários). (No seguimento da recolha já iniciada na Semana Eco+ que teve enorme êxito).

ATIVIDADES LÚDICAS (jogos abertos às equipas interessadas, centrados nos temas: Água, Resíduos, Energia e Biodiversidade)

MOSTRA / CONCURSO DE PEQUENOS ANIMAIS DOMÉSTICOS

(Destinada à participação dos alunos de 2º ciclo que trarão alguns dos seus animais domésticos. Dinamizado pela Profª Célia Paixão)

ANIMAÇÕES SURPRESA

Auditório:

SESSÕES “A AVENTURA DO VIDRO” (Programa próprio. Destinado aos alunos de 5º e 7º anos: das 9h às 11.15h) Projeto Separar sem Parar -promovido pela autarquia em parceria com a AMCAL (Ass Munic Alent Central), a Associação Terras Dentro e Sociedade Ponto Verde que co-financia.


ESCOLA DA ENERGIA & ESCOLA SUSTENTÁVEL (Entrega de diplomas de participação no projeto Escola da Energia referente à construção de um protótipo no ano letivo transato e apresentação de composição musical no âmbito do trabalho da Equipa da Energia Alegre desenvolvido para o Concurso Escola Sustentável promovido pela DECO). 11.30h – 12.45h

Átrio da receção:

PROJEÇÃO DE ATIVIDADES REALIZADAS

PAINEL DA ÁGUA E MASCOTE ECO-ESCOLA (Já a conheces?)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Programa de pequenos-almoços começa na próxima semana




O programa do Governo para dar pequenos-almoços nas escolas vai começar na próxima semana como uma experiência-piloto em 80 estabelecimentos de ensino básico, anunciou o secretário de Estado da Administração Escolar.
João Casanova de Almeida, que falava na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, indicou que o Governo "gostaria que tivesse já começado".
O governante afirmou que estarão envolvidas a partir da próxima semana "80 escolas de todas as direções regionais, superfícies comerciais e autarquias.


Afirmou que o universo de alunos do ensino básico foi baseado num "levantamento feito pelos diretores de turma do 5.º ao 9.º ano e pelos professores titulares no primeiro ciclo.


Foi pedido aos docentes que identificassem "alunos que iniciam a manhã sem tomar o pequeno-almoço", referiu.


João Casanova de Almeida afirmou que, para começar o programa, o executivo teve reuniões com "as maiores empresas do ramo alimentar" e com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, que terá a seu cargo o transporte dos alimentos das superfícies comerciais para as escolas.Lusa / EDUCARE | 2012-05-30

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Palestra a 30 de Maio

Palestra
Perigos das Redes Sociais na Internet

Orador: Prof. Hugo Lança
docente IPBeja




30 de Maio I 20h30

Auditório da Escola de Vidigueira




Organização:
Associação de Pais de Vidigueira

CPCJ

Vidigueira

Comissão de Proteção de Crianças e Jovens

quarta-feira, 23 de maio de 2012

FEIRA DO LIVRO




A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas da Vidigueira, em parceria com a Escola Profissional Fialho de Almeida, vai levar a cabo uma Feira do Livro entre os dias 28 de Maio e 1 de Junho, na Ludoteca do Agrupamento.

A Feira, que estará aberta a alunos, às suas famílias e a professores, entre as 9h30-12h30; 14h30-18h, pretende ser uma festa em torno do livro e da leitura.

No decorrer da Feira serão promovidas sessões de leitura a todas as turmas do Pré-escolar e do 1º ciclo da Escola sede, animadas pelos alunos da Escola Profissional Fialho de Almeida e pela biblioteca escolar do Agrupamento de Escolas de Vidigueira.

A feira do livro está enquadrada na “Semana das Línguas” do AEVID e nas Semana Aberta à Comunidade da EPFA.


A professora bibliotecária da Biblioteca Escolar

Cristina Ramos

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Trânsito Junto à escola

        No Conselho Municipal de Segurança, órgão onde a Associação de Pais tem assento, foi criado um grupo de trabalho para rever o trânsito no perímetro escolar.
Deste modo, a Associação de Pais vem pedir a todos os pais e encarregados de Educação, que nos enviem as vossas sugestões, sobre os aspectos que consideram que deverão ser atendidos.
Agradecemos que o façam o mais brevemente possível, deixando o vosso comentário, neste blogue, ou, ainda, através do e-mail da Associação de Pais apee.agrupa.vidigueira@gmail.com
O contributo de todos é importante. Participe.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Alunos devem ter acesso facilitado a água de qualidade nas escolas, diz diretor-geral de Saúde


Lusa 14-05-2012
 O diretor-geral de Saúde, Francisco George, defendeu hoje que todos os alunos devem ter o acesso facilitado a água de qualidade nas escolas, para evitar que recorram a refrigerantes. Durante uma conferência sobre "Importância dos Comportamentos em Saúde Pública", na Escola Superior de Saúde de Viseu, Francisco George explicou que uma lata pequena de refrigerante pode ter o equivalente a cinco cubos de açúcar, contribuindo para a obesidade. "É preciso voltar ao fornecimento de água nas escolas", sublinhou. Em declarações aos jornalistas no final da conferência, o diretor-geral de Saúde considerou que essa disponibilidade de água não pode acontecer nas torneiras das casas de banho. "Isso tem que acabar. A casa de banho não é para beber água", frisou. No seu entender, "por vezes, a dificuldade no acesso a água de qualidade" pode levar o aluno a consumir um refrigerante. "Se a água estiver disponibilizada, naturalmente que não será preciso consumir o refrigerante, com ganhos para a saúde e para a bolsa", acrescentou. Segundo Francisco George, a Direcção-geral de Saúde está "a trabalhar no sentido de promover o consumo de água de qualidade", assegurando quer a sua potabilidade, quer a sua frescura. O responsável aludiu também à intenção de "transportar para as famílias os menus que têm sido ensaiados nas escolas do ensino básico", no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável. "Visa promover menus para a família, de equilíbrio, saudáveis em composição e nas calorias. Os menus estão adotados por muitas das escolas e é o conceito de menu escolar que pode ser alargado às famílias", explicou aos jornalistas. O objetivo é "promover alimentação equilibrada para todos os membros da família". Francisco George esteve hoje em Viseu para o lançamento do livro "Comportamentos de Saúde Infanto-Juvenis: Realidades e Perspetivas", uma obra coletiva resultante dos trabalhos apresentados no "I Congresso Nacional de Comportamentos de Saúde Infanto-Juvenis", promovido pela Escola Superior de Saúde de Viseu. Lusa