quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

De acordo com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de Janeiro, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entra em vigor no sistema educativo português no ano lectivo de 2011/2012.

O portal da DGIDC disponibiliza para professores, alunos, famílias e público em geral informação relevante sobre o Acordo Ortográfico, bem como propostas de actividades que poderão vir a ser desenvolvidas nas escolas.

Para aceder a toda a informação, consulte:
Recursos


Propostas de Actividades

Esclarecimento de dúvidas


Legislação e instrumentos normativos


Outras informações


Fonte: DGIDC

13/09/2011

Alimentação infantil saudável

  O desenvolvimento cognitivo e físico das crianças está associado a uma alimentação cuidada e saudável. Por isso, o nutricionista José Camolas sugere a ingestão de sopa, peixe e três peças de fruta por dia e tomar sempre o pequeno-almoço, de preferência em casa.

Alcançar um elevado rendimento escolar desde tenra idade e ter uma boa capacidade de raciocínio e de memória são claros objectivos para qualquer pai. No entanto, nem sempre o conseguem fazer por falharem no mais simples: a alimentação.

A partir do primeiro ano de vida, as crianças começam a aproximar o conteúdo das refeições do que os próprios pais ingerem e como tal os progenitores não devem esquecer a importância dessa variedade e apostar em estratégias de incentivo à ingestão de bens menos apetecíveis, como são o peixe e os legumes.

Mas vamos por partes. A primeira regra está na "obrigatoriedade de tomar o pequeno-almoço, sempre com lacticínios e hidratos de carbono e, por vezes, com uma peça de fruta".

Mas sem corridas ou pressas, o ideal é mesmo que esta refeição seja supervisionada pelos pais e tomada no conforto do lar, explica ao Destak o nutricionista José Camolas.

Outro dos segredos de uma 'dieta' saudável para os mais pequenos está nos lacticínios. A sua riqueza em cálcio é essencial para esta fase de crescimento intenso e de desenvolvimento ósseo, mas tendo sempre especial atenção à gordura. Leite meio-gordo e queijo e iogurtes com baixo de teor de gordura saturada são as melhores opções.

E aqui aplica-se a importância dos pais interpretarem os rótulos das embalagens, com o objectivo de evitar publicidade "menos séria" e por vezes "exagerada", acrescenta o especialista.

Sopa: a tradição ainda é o que era

No que respeita a legumes e vegetais, a sugestão vai mesmo para a sopa, uma "tradição portuguesa que deve ser mantida". Sopa ao almoço e ao jantar e ainda uma salada nutritiva para acompanhar o prato principal de carne ou de peixe é a quantidade recomendada deste grupo de alimentos. Em relação à fruta, o ideal são mesmo três peças dispersas ao longo do dia, sejam como sobremesa ou como snack na escola.

Em relação às principais fontes de proteínas - carne e peixe - há a saber que não deve haver exageros. Sim, é um facto que estas são importantes para o crescimento, mas é suficiente uma dose diária de 80 a 100 gramas de peixe ou de carne. Esta quantidade apenas deve ser alterada na adolescência, com um aumento para 150 gramas, havendo uma preferência para o peixe.

"Panadinhos de pescada confeccionados no forno e carne picada em casa em forma de almôndegas ou de hambúrgueres são ideias saudáveis, mas também agradáveis para os mais pequenos." Uma apresentação de alimentos mais original e colorida pode convencer os mais teimosos.

Não abuse das proteínas

Outra regra a reter, mas em relação aos ovos, também uma importante fonte de proteínas, é o facto de o seu consumo não dever exceder as duas unidades semanais. Segundo o nutricionista, "o excesso de ingestão de proteínas sobrecarrega os rins da criança, que ainda estão em desenvolvimento". Pratos com peixe/carne e ovo são por isso refeições a evitar por haver uma duplicação desnecessária deste nutriente.

Em relação aos snacks que as crianças levam para a escola, o especialista é defensor da fruta e do iogurte, podendo estes ser substituídos por uma barra de cereais, mas com baixo teor calórico e de açúcar, algo que os pais devem consultar nos rótulos das embalagens. 

Data:  30-08-2011

Fonte:  Destak

Cerca de 20% das crianças têm problemas de visão


  A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) revelou hoje que cerca de 20 por cento das crianças em idade escolar têm algum défice da função visual e defendeu a realização de rastreios a partir dos três ou quatro anos.

O oftalmologista pediátrico do Hospital de S. João e membro da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disse que "as doenças dos olhos que mais afectam as crianças são os erros refractivos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), a ambliopia e o estrabismo".

"Estima-se que cerca de 20 por cento das crianças em idade escolar tenham algum défice de função visual provocado por uma destas patologias ou outras menos frequentes, que acabam por interferir com o rendimento escolar", frisou.

De acordo com o especialista, um dos sinais mais habituais de problemas na visão é "a dificuldade na leitura".

A lentidão ou rejeição das tarefas que exigem esforço visual, o fechar ou tapar um dos olhos e os erros a copiar do quadro são outros sinais de alerta.

Dores de cabeça, náuseas, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) "são sintomas que não podem ser ignorados e devem levar os pais a procurar um oftalmologista", defendeu Augusto Magalhães.

O especialista considera que é fundamental realizar um primeiro rastreio por volta dos três ou quatro anos, porque nesta idade a criança já colabora minimamente e o procedimento acaba por ter uma boa relação preço-eficácia. No entanto, sustentou, "do ponto de vista médico é preferível rastrear mais cedo".

A forma como a utilização de computadores e outros dispositivos electrónicos podem influenciar a função visual é uma questão que preocupa muitos pais, mas Augusto Magalhães desmistifica esta ideia e explica que "não existem estudos científicos que comprovem a ideia de que os computadores provocam e/ou aumentam a miopia".

"O único prejuízo - segundo o oftalmologista pediátrico - é o cansaço visual sentido após o uso prolongado e ininterrupto destes dispositivos electrónicos" pelo que recomenda que "a sua utilização seja alternada com períodos de descanso".

Para promover a saúde visual, o especialista recomenda ainda que os pais e educadores "providenciem a iluminação, cadeira e secretária adequadas para tarefas de leitura, corrigindo posições erradas (como ler deitado de barriga para baixo) e certificando-se de que a distância de leitura é de 30 a 40 centímetros".

É fundamental também "a realização de pausas e verificar a posição dos monitores do computador e da televisão, evitando reflexos.

No computador os olhos devem estar a um nível superior (15 a 20º) do centro do monitor e a distância da televisão deve ser cinco vezes a largura do ecrã". 

Data:  31-08-2011   

Fonte:  DN

sábado, 10 de setembro de 2011

Mensagem de boas-vindas


No início de mais um ano lectivo, apresentamos, em nome de todas as escolas do Agrupamento, votos de boas vindas.
A  nossa Instituição encontra-se empenhada em promover, cada vez mais, acções que contribuam para melhorar o aproveitamento escolar e promover uma cultura de rigor comportamental junto dos nossos alunos.
Para tal, contamos com o envolvimento de alunos, professores, funcionários e encarregados de educação.
Desejamos a toda a comunidade educativa um excelente ano lectivo.

A Direção do Agrupamento

Comunicado

Convocatória:

Convocam-se os Pais e Encarregados de Educação dos alunos do Jardim de Infância da EBI Frei António das Chagas a realizar no dia 9 de Setembro, pelas 18.00 h, no Auditório da Escola, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto 1- Horário de funcionamento do Jardim de Infância
Ponto 2- Definição do calendário escolar
Ponto 3- Componente de Apoio à Família
Ponto 4- Linhas Orientadoras de Acção Pedagógica
Ponto 5- Plano de Actividades
Ponto 6- Eleição de um representante dos Encarregados de Educação
Ponto 7- Outros assuntos

Número de alunos por turma do 1.º ciclo


Alteração ao n.º 5.2 do Despacho n.º 14026/2007, de 11 de Junho.

Na sequência de orientações de S. Exa. a Senhora Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, informa-se que, face à procura excepcional de matrículas em escolas do 1.º ciclo do ensino básico e às dificuldades sentidas pelas famílias, escolas e agrupamentos de escolas na colocação dos alunos, foi redefinido o limite máximo do número de alunos por turma neste nível de escolaridade.

Assim, as turmas do 1º ciclo do ensino básico são constituídas por 26 alunos, não devendo ultrapassar esse limite.

Esta alteração ao n.º 5.2 do Despacho n.º 14026/2007, de 11 de Junho, alterado pelos Despachos n.ºs 13170/2009, de 4 de Junho, e 6258/2011, de 11 de Abril, a aguardar publicação em Diário da República, produz efeitos a partir do ano lectivo 2011-2012.

Pais receiam que cortes ditem fim da escola a tempo inteiro

Por: Lusa / EDUCARE | 2011-09-07

Os pais temem que os cortes orçamentais ditem o fim das Atividades de Enriquecimento Curricular e da escola a tempo inteiro, especialmente depois de uma câmara ter já avisado que vai devolver essa responsabilidade ao Ministério da Educação.
"Isto é o começo do fim, vamos bater no fundo se isso acontece", disse hoje à agência Lusa o vice-presidente da Confederação Nacional de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Joaquim Ribeiro.

O documento da estratégia orçamental fala em "supressão de ofertas não essenciais no Ensino Básico" e, apesar de o Ministério da Educação ter garantido à agência Lusa que se refere às medidas já tomadas em relação à Área de Projeto e ao Estudo Acompanhado, os pais receiam mais "supressões".

Para Joaquim Ribeiro, acabar com as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) seria "o afundar das esperanças dos pais".

A Câmara Municipal de Lamego anunciou na terça-feira que vai devolver a responsabilidade da promoção das AEC ao Governo por não ter capacidade para continuar a suportar a despesa, correspondente a 264 337 euros.

De acordo com o responsável da Associação Nacional de Municípios Portugueses pela área da educação, as câmaras têm de pagar o funcionamento dos primeiros três meses do primeiro período, recebendo no final a verba que lhes está destinada.

"Isto pode criar algumas dificuldades", admitiu António José Ganhão, sublinhando que nesta matéria foram pagas as responsabilidades do ministério relativas ao ano anterior, mas que ainda não foram desbloqueados 45 milhões de euros reclamados pelos municípios: "É todo o ano letivo [passado] que está por pagar na componente de apoio à família".

Acrescem atrasos no financiamento de alguns meses para pagamento de salários às auxiliares de ação educativa e para o programa de generalização das refeições. Segundo o autarca, há atrasos de três anos no que diz respeito ao alargamento da Ação Social Escolar (ASE).

"Está consagrada no Orçamento de Estado este ano uma verba de 7,5 milhões de euros para fazer face aos custos das autarquias com esse alargamento, mas que é relativa ao ano de 2009. Falta 2010 e 2011, que já está a terminar".

A ANMP estima o valor em causa em 22 milhões de euros. "É de facto muito dinheiro para quem tão pouco tem, para quem tantas dificuldades de tesouraria tem, fruto destes apertos todos", desabafou.

As câmaras continuam a recear que os fornecedores deixem de entregar as encomendas por atrasos no pagamento e que, em última instância, não tenham meios para assegurar transportes e refeições.

A situação preocupa também a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP). "Temos famílias em que os meninos vão começar as aulas sem manuais. Os pais não os podem comprar e este ano vão ter de avançar com o dinheiro. Será pago contra fatura", lamentou o vice-presidente da estrutura, Jorge Ascenso, sugerindo a criação de talões para apresentação nas papelarias por parte dos beneficiários da ASE quando compram os livros, que podem ascender a 300 e 400 euros.

Por outro lado, advertiu que está previsto um corte na Educação que "coincide com uma verba muito perto daquilo que é despendido com as AEC".

"São mais de cem milhões de euros, espero que seja coincidência e que não haja supressão das AEC", acrescentou, fazendo votos para que os cortes "não façam com que famílias que precisem de alimentação deixem de a ter".

Autarquias devem inspecionar espaços públicos junto às escolas

Por: Lusa / EDUCARE | 2011-09-07


O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária apelou às autarquias para que inspeccionem os espaços públicos envolventes às escolas no sentido de minimizar os acidentes rodoviários com crianças.
Na apresentação da campanha de prevenção rodoviária dedicada ao regresso às aulas, Paulo Marques afirmou que a iniciativa pretende também envolver as autarquias no que toca à gestão das infra-estruturas que são da sua responsabilidade.

O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) adiantou que faz parte das competências das autarquias fazer inspeções aos espaços públicos junto às escolas. "Com esta campanha vamos de alguma forma reiterar essa necessidade que existe", sustentou.

Paulo Marques considerou uma "boa prática" que as autarquias realizem anualmente inspeções no início do ano letivo para que as condições de segurança se mantenham ao longo do ano.

Segundo a ANSR, é da responsabilidade das autarquias construção de passeios, ordenamento do estacionamento, localização das passadeiras, percursos dos transportes coletivos até à entrada na escola, existência de locais para tomada e largada de alunos e sinalização.

Paulo Marques afirmou que todas as câmaras municipais têm a preocupação de fazer as inspeções, mas sustentou: "Umas farão, outras nem tanto".

"Em meio urbano deve haver cuidados acrescidos. Entendemos que em muitas escolas, em muitas zonas urbanas, há uma requalificação que tem que ser feita. Em algumas nem sequer existem passeios", disse, acrescentando que para se reduzir a sinistralidade rodoviária em Portugal tem que se prestar atenção à requalificação do espaço público.

A campanha pretende também envolver o meio escolar, nomeadamente professores, diretores de escolas e pais, para que em conjunto possam identificar eventuais situações de perigo e que seja necessário corrigir, adiantou, dando como exemplo a melhoria da sinalização e a redução da velocidade de circulação nos locais.

De acordo com dados hoje divulgados pela ANSR, a maior parte dos acidentes rodoviários envolvendo crianças até aos 14 anos acontece dentro das localidades.

Mais de metade (51%) das vítimas mortais, 73% dos feridos graves e 74% dos feridos ligeiros resultam dos acidentes que ocorrem dentro das localidades, principalmente em arruamentos.

Segundo a ANSR, as crianças que surgem "inesperadamente" na faixa de rodagem representam 37% das vítimas mortais e 46% dos feridos graves, enquanto as mortes por atropelamento nas passadeiras representam 5%.

A maior parte das vítimas são crianças entre os 10 e os 14 anos e são passageiros e peões.

No ano passado, as crianças até aos 14 anos foram o grupo etário que registou a menor taxa de mortalidade, tendo morrido 17.

A ANSR adianta ainda que, a nível europeu, Portugal foi o estado-membro que, entre 1999 e 2008, registou a segunda maior redução de vítimas mortais com idades até aos 14 anos (menos 72%), logo a seguir à Suécia.

Para continuar a reduzir estes números, a ANSR lançou hoje uma campanha de prevenção rodoviária dedicada ao regresso às aulas, iniciativa que conta com a colaboração de cartoonistas e ilustradores portugueses.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Livros Escolares

A preparação do ano letivo 2010/11 já começou e quanto mais cedo encomendar os livros escolares mais poupará. A CONFAP sugere-lhe o serviço online da WOOK – Grupo Porto Editora, onde poderá usufruir de condições especiais e exclusivas na compra dos manuais escolares.

 
 
 Ver aqui
     

sábado, 9 de julho de 2011

Alunos sem Acção Social Escolar - 2010/2011

Foi publicada, ontem no Diário de Notícias uma noticia intitulada “Quase 18 mil alunos perderam o apoio social”.

Aquele jornal procurou falar com a CONFAP, cujo trabalho, na anterior legislatura, nesta matéria, foi precursor (ver ponto3). A CONFAP está sempre disponível para a comunicação social, mas aguarda, conforme frisou ao jornal, enquanto parceiro social nacional da educação, uma reunião com a equipa ministerial que está em funções há duas semanas e cuja orgânica só há dias foi debatida no âmbito da Lei Orgânica do governo.

Importa pois corrigir alguns aspectos da referida notícia e que poderão dar uma ideia errada da Acção Social Escolar (ASE).

  1. Os dados referidos reportam-se ao Parecer n.º 8/2011 (publicado em DR a 27 de Abril) do Conselho Nacional de Educação sobre os Projectos de Lei n.º 4107XI/2.ª (BE), n.º 416/XI/2.ª (PEV) e n.º 423/XI/23 (CDS -PP) relativos a Manuais Escolares, cujos quadros Q.1 reporta ao final do ao lectivo 2009/2010 e o Q.2 se reporta ao início do ao lectivo 2010/2011, pelo que só com dados semelhantes se poderão fazer avaliações sérias.
  2. A Confap julga infundado que a perda calculada – “2% no universo dos alunos que recebem a ASE” - se possa atribuir às novas regras de atribuição desse apoio (conforme explicado na caixa da notícia) uma vez que essas “novas” regras se reportam a 2007, regras essas que resultaram numa maior abrangência de alunos beneficiários da ASE e contribuíram para uma maior transparência no seu processo de atribuição (contribuindo para eliminar falsas declarações de despesas e rendas por exemplo), alargada em 2009 ao ensino secundário.
  3. A diminuição previsível destes apoios estará nas medidas postas em vigor a nível do Pacto de Estabilidade e Crescimento que introduziu (pela Segurança Social) novas regras para o cálculo dos Apoios Sociais em que se inclui o Abono de Família (para além de mexer nas deduções das despesas com a educação), situação para a qual a Confap chamou a atenção em devido tempo e que foi amplamente divulgada pela comunicação social:

    Despesas com educação                                2010-04-15

    Inicio do Ano Lectivo - Reunião do CE               2010-09-22

    Conselho Geral da Confap – Comunicado            2010-11-17

    CONFAP contesta alterações das regras para
    cálculo do abono de família                             2010-09-22
  4. Em devido tempo e com os dados definitivos a Confap não deixará de retirar as ilações decorrentes destas alterações e, em conformidade, diligenciar de acordo com as suas competências.
  5. Relativamente às declarações noticiadas, reputamos de precipitada a alegada inflexibilidade do sistema (as declarações de IRS sempre fizeram parte da avaliação) pois está bem claro no Despacho 18987/2009 alterado pelo Despacho 14368-A-2010 (Artigo 9.º -Situações excepcionais) que se um dos progenitores se encontrar na situação de desemprego involuntário há três ou mais meses, há lugar ao reposicionamento de escalão.
  6. Por outro lado, ninguém pode deixar de considerar a relevância do papel activo da escola ou agrupamento de escolas neste processo, no sentido  de evitar o usufruto indevido destes apoios ou em situações de carência, mesmo quando não comprovada, reposicionando o aluno no devido escalão ou ainda, através de medidas complementares com verbas do seu orçamento (situação confirmada na notícia).
  7. No seguimento do ponto anterior, relembramos os esclarecimentos, no âmbito da Acção Social Escolar – Ano Lectivo 2010/2011, enviados pelas direcções regionais de educação às escolas:

    “Em caso de dúvidas relativamente à exactidão das referidas declarações (por conhecimento de que os rendimentos são superiores/inferiores ao que resulta das declarações emitidas) deverá o estabelecimento de ensino tomar as diligências necessárias no sentido de averiguar e apurar a real situação económica do agregado familiar;”

    “Nos casos de alterações significativas na situação socioeconómica do agregado familiar (nomeadamente em situações de desemprego) devem os estabelecimentos de ensino proceder à reavaliação do escalão de rendimentos;”

    “Caso não seja possível confirmar a situação socioeconómica do agregado familiar com base em documentos comprovativos, o órgão de gestão da escola deve fazer uma leitura humanizada do Despacho que regula as condições de aplicação das medidas de acção social escolar e decidir o escalão a atribuir, mediante despacho exarado e devidamente fundamentado.”

    “A revisão do escalão a atribuir, para efeitos das medidas de apoio da Acção Social Escolar, pode ser efectuada em qualquer altura do ano lectivo, nomeadamente quando surjam alterações na situação socioeconómica do agregado familiar.
    No entanto, no âmbito da sua autonomia, os estabelecimentos de ensino, podem estabelecer prazos por uma questão de gestão e organização interna dos processos. Não obstante, não podem, em caso algum, ser recusados pedidos apresentados fora desse prazo, dado que a Acção Social Escolar tem um carácter dinâmico.”
  8. A Confap aproveita a ocasião para saudar a generalidade das escolas que tal como é referido no artigo, continuam a dar resposta a todos os alunos que carecem destes apoios.
  9. A Confap e o novo governo - tal como na sessão de trabalho, extremamente produtiva, havida no período pré eleitoral com o PSD e da qual saíram entendimentos importantes a concretizar, nomeadamente no quadro do Programa de Emergência Social, depois das eleições, num futuro Governo do PSD - analisarão a breve prazo todos os temas relevantes, como a acção social escolar, ligados à Educação e ao funcionamento das Escolas em Portugal.
  10. Estamos, assim, convictos de que, em conjunto com o governo, serão especialmente analisadas as medidas de emergência social que virão a integrar aquele Programa de Emergência Social, o qual, salvo melhor opinião, se devem articular, também, com o objectivo que consta do memorando de entendimento com o BCE/FMI/EU, relativos à erradicação do abandono escolar.
  11. Até realizar as referidas reuniões de trabalho com o Governo do País a CONFAP, enquanto parceiro social nacional da educação, sem prescindir, ou conceder no que concerne ao seu escopo, em nada contribuirá para tornar ainda mais difícil a tarefa de preparar o próximo ano lectivo, em que teremos, com empenho reforçado, de continuar a tarefa de qualificar, com efectiva igualdade de oportunidades, as crianças e os jovens que são, desde já, a maior riqueza do País e razão de ser do verdadeiro Movimento Associativo de Pais.

Fonte: Confap

Consultar a Legislação referente à Ação Social Escolar: Aqui


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Formação para Pais

Separação Conjugal e o Prolongamento dos Conflitos.mpg

Legislação AEC's - Despacho 14460/2008

Foi publicado, em Diário da República, o Despacho nº 8683/2011, de 28 de Junho, que procede à primeira alteração ao Despacho 14460/2008, de 26 de Maio, que define as normas a observar no período de funcionamento dos estabelecimentos de ensino na oferta das actividades de enriquecimento curricular e de animação e de apoio à família.


Despachon.º 8683/2011. D.R. n.º 122, Série II de 2011-06-28, do Ministério da Educação- Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Educação

Altera o despacho n.º 14460/2008, de 26 de Maio, que define as normas aobservar no período de funcionamento dos estabelecimentos de ensino, na ofertadas actividades de enriquecimento curricular e de animação e de apoio à família

Calendário Escolar 2011 - 2012

As aulas começam entre 08 e 15 de Setembro, devendo terminar em todos os ciclos antes do período de exames e provas de final do ano, segundo o calendário escolar para o ano lectivo 2011-2012.

O despacho, assinado pelo novo ministro, Nuno Crato, foi já publicado no sítio da Internet do Ministério da Educação e Ciência.

Para a educação pré-escolar, está previsto o termo das actividades a 06 de Julho de 2012.

As interrupções das actividades educativas nestes estabelecimentos para a Páscoa e o Natal correspondem a cinco dias úteis seguidos ou não, entre 19 e 30 de Dezembro e 28 de Março e 09 de Abril, respectivamente.

No período do Carnaval, haverá uma pausa entre 20 e 22 de Fevereiro, inclusive.

Para o ensino básico e secundário, o despacho continua a fazer referência a provas de aferição, estabelecendo que as escolas devem adoptar medidas organizativas ajustadas para os anos de escolaridade não sujeitos a estes testes, de modo a garantir o máximo de dias efectivos de actividades escolares e o cumprimento integral dos programas nas diferentes disciplinas e áreas curriculares'.

O primeiro período termina a 16 de Dezembro. As aulas recomeçam no dia 03 de Janeiro e voltam a terminar a 23 de Março para as férias da Páscoa.

Os alunos regressam a 10 de Abril para o último período e a 08 de Junho terminam as aulas para o 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos.

A 15 de Junho, entram de férias os alunos dos restantes anos de escolaridade.

O novo calendário altera ainda a data do Dia do Diploma, de modo a que ocorra quando as actividades lectivas já estiverem a decorrer. Para além da entrega dos certificados e diplomas aos alunos que tenham terminado o ensino secundário no ano anterior, será desenvolvido um conjunto de actividades a valorizar o sucesso escolar e o conhecimento.

Link http://min-edu.pt/data/comunicados/calendario_escola_2011_2012.pdf

Fonte: Lusa/TSF e ME

domingo, 19 de junho de 2011

Novo Acordo Ortográfico já é aceite nos exames nacionais

O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa só entra oficialmente na rotina das escolas a partir do próximo ano letivo, mas a nova grafia já é aceite nos exames nacionais que começam na segunda-feira.

A Associação de Professores de Português encara a mudança com naturalidade, mas admite que para os colegas de outras disciplinas haja dificuldades acrescidas.

Na dúvida sobre o que está escrito, os professores deixam passar porque a partir de setembro "deixa de ser erro", diz à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho, antevendo problemas nos primeiros anos de aplicação do acordo nas escolas, dada a "insuficiente informação" prestada aos docentes.

“Pensou-se que o Acordo Ortográfico era algo simples e que qualquer professor, lendo o documento, poderia daí retirar as consequências, mas não é assim”, garante.
O docente afirma que o acordo envolve “alguma complexidade” e carecia de uma formação mais sustentada, o que “não aconteceu”.
Para os próximos anos, a começar em setembro, prevê “alguns problemas” na aplicação do acordo, por dificuldades inerentes às mudanças, mas também por “ausência de informação mais sustentada, mais continuada” e mais generalizada.

“Isto é óbvio e acho que é incontornável, embora tenha havido um esforço até das próprias editoras, das escolas, de proporcionar formação nesse sentido”, assume.
A presidente da Associação de Professores de Português, Edviges Antunes Ferreira, desdramatiza e diz que já no ano passado, os professores receberam indicações para aceitarem as duas grafias nos exames.
“Penso que os professores terão de ler o acordo para perceber as alterações”, refere, acrescentando que há na Internet “muitas informações”.

Considera que o professor tem de se preparar por si: “Não há uma formação oficial. Era capaz de ser conveniente, mas também temos a visão de que o professor deve ser um investigador”.
Por outro lado, indica, “a comunicação social já está quase toda a usar a nova ortografia”, o que “irá facilitar”.
A docente acredita que é preciso encarar “com calma” a mudança e perceber que o próximo ano será de adaptação. “Se houver dificuldades é sempre possível pedir orientações”.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), responsável pela elaboração dos exames, devem ser aceites as duas formas de escrita, uma vez que o novo acordo está ratificado por Portugal, desde 2008, e existe um período de adaptação em que qualquer cidadão pode optar por usar a nova grafia.

O Ministério da Educação (ME) estabeleceu o ano letivo 2011/2012 para a entrada em vigor do acordo nas escolas, havendo estabelecimentos em que os alunos “já contactam com as novas regras”.
Ambas as grafias, segundo o GAVE, “são consideradas corretas na codificação das provas de aferição e na classificação das provas de exame nacional”.
Para esclarecimento de dúvidas relativas à nova ortografia, os serviços do ME recomendam o Portal da Língua Portuguesa, onde se encontra o vocabulário e o conversor Lince.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Fonte: ionline