sexta-feira, 20 de maio de 2011

Educar sem "palmadinhas" e sem gritar – será possível? Há provas de sucesso?

Actualmente muitos pais sentem-se frustrados porque não recorreram às antigas “palmadinhas” a que estiveram sujeitos … e hoje “perderam” o controlo ou o respeito por parte dos filhos.
O que falhou? Como reagir a estas situações? Será que é possível Educar adequadamente sem recorrer aos métodos à antiga e sem deixar a criança fazer tudo o que quer?
Tenho  recebido bastantes emails a questionarem-me sobre quais as técnicas ou acções que utilizo ou preconizo junto dos Pais/Encarregados de Educação, inspiradas nos conhecimentos mais recentes da psicologia, e que estão a contribuir de uma forma notória para que estes exerçam as suas  funções parentais de uma maneira muito mais agradável, positiva, eficaz, motivadora, confiante,  … , junto dos seus educandos.
Questionam-me também, e com razão, sobre os resultados reais que se obtêm junto dos seus educandos. Será que a metodologia que utilizo no apoio aos Pais/EE os ajuda, efectivamente, a obterem resultados positivos ou surpreendentes juntos dos seus educandos aos níveis do cumprimento de regras, motivação escolar, respeitar a autoridade paterna, aumentar os afectos e melhorar o relacionamento pai-filho, criar mais tranquilidade em casa, …?
Nada melhor para responder a esta pergunta do que o visionamento de um documentário, adaptado por mim, baseado num caso real, onde são utilizadas muitas das mesmas acções que eu defendo nas formações para Pais/Encarregados de Educação na Escola de Pais da COE.
Convido-o, caro leitor, a ver alguns desses resultados, entre muitos outros possíveis, que poderá usufruir com os serviços que realizo através da Escola de Pais do Projecto COE:



Porque é que os pais precisam, agora mais ainda, de estar mais preparados para lidar com uma criança?

Sem focar os problemas familiares, nem os “enigmas” sociais e as possíveis dificuldades de personalidade de cada pai, pretendo apenas realçar um dos factores, a meu ver, relevante na nossa época: o da criança se desenvolver num mundo saturado de imagens e de valores narcísicos (ser egoísta; não ter a percepção do que o outro poderá estar a sentir) que acabam por desorientar qualquer pai. Quais são as consequências disso?
Inundados, diária e constantemente, por imagens que nos estimulam e que nos seduzem, somos levados a desejar possuir o que vemos. O nosso inconsciente fica sedento, como que imerso na ideia de que se deve angariar “tudo” e que esse tudo é possível adquirir sem limites. Mas, como é que acabamos por viver a vida?
Uma grande parte de nós permanece cansada, stressada, ansiosa, desiludida, preocupada com o futuro ou, e, como defesa, para fugir a tudo isto, procuram acumular riquezas sem limites alimentando a ilusão de que será possível adquirir um dia “este tudo” ou, pelo menos, que esta procura material seja o único caminho para dar um sentido à vida. Indo por este caminho o risco de insatisfação é enorme!
Muitos de nós, passam todo o ano a exercer um trabalho que nem sequer lhes agrada, mas mesmo assim há que estar muito grato por o ter, para a seguir poder-se desfrutar de umas férias que, na melhor das hipóteses, acabam por ser muito curtas ou na pior foram uma desilusão. Sacrificamo-nos pelos nossos filhos, com todas as expectativas possíveis e imaginárias e, muitas das vezes, seguem-se os desapontamentos irremediáveis.
Somos invadidos por especialistas em fabricar imagens que apoiam os poderes políticos, os publicitários, os jornalistas, os meios de comunicação em geral que nos induzem a forjar certos e determinados comportamentos ou opiniões. Mesmo sabendo que somos manipulados, lançamos um olhar desencantado sobre tudo isso, mas no fundo, o espectáculo a que assistimos agrada-nos porque, pelo menos, estimula os nossos sentidos e desencadeiam-nos emoções. Qualquer destas situações é sempre preferível à do vazio insuportável. No entanto, a quantidade de imagens é de tal ordem que não nos deixa espaço nem vontade para procurar o que é realmente verdadeiro.
Esta quantidade de imagens acaba por nos condicionar naquilo que deve ser o belo, o bom, o bem-estar, o maior, o desejável e impõem-nos quase o que deve ter significado para nós. Com toda esta distorção da realidade e com o decorrer do tempo, já nem sabemos em quem acreditar. Começamos a desconfiar de todos, até de nós próprios e sucedem-se os mal-estares sem medida. No contexto económico actual, que nada ajuda, questionamo-nos: o que será que nos espera? Como enfrentar esta realidade?
Para nós adultos, com a nossa personalidade já constituída, é difícil mudarmos. Porém, para os nossos filhos é mais fácil ajudá-los a não ficarem condicionados ou presos neste mundo de manipulação de imagens e de valores narcísicos se nós, pais, estivermos melhor preparados par lidar com uma criança e com um jovem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A factura da Parque Escolar na Bioesfera...

Todas as escolas reabilitadas pela Parque Escolar mais do que triplicaram os consumos energéticos. Em declarações ao Biosfera, muitas revelaram temer não ter dinheiro para manter os sistemas de ar condicionado e ventilação mecânica a funcionar. Se tal vier a acontecer, a qualidade do ar interior pode ficar pior do que estava antes das obras. Tudo por culpa de um conceito de escola em função dos sistemas mecânicos e de leis desajustadas à realidade.

Fonte: Bioesfera - Video

terça-feira, 17 de maio de 2011

Como incutir na criança o gosto pelo esforço?

Nos nossos dias, vive-se num mundo onde parece que tudo é possível acontecer como que por magia, por milagre ou por sorte, sem necessidade de grandes esforços. Basta ver o que nos apresentam os meios de comunicação. Tendo em conta esta realidade, como convencer as crianças/jovens de que é necessário tempo, concentração e esforço para se alcançarem certos e determinados objectivos?

O sentido do esforço não é algo espontâneo, inato, mas sim o fruto de uma aprendizagem, de uma tomada de consciência, que só pode ocorrer na criança com a ajuda dos adultos. Esforçar-se é conseguir ultrapassar uma resistência para se alcançar um objectivo. Neste sentido, é necessário fazer-se ver à criança que, uma vez o objectivo ter sido alcançado, ela pode sentir-se orgulhosa e até falar disso com ela própria, por exemplo: “Isto não foi fácil de conseguir, mas fui eu que o fiz.”

Motivar a criança para o esforço é ajudá-la a imaginar um determinado resultado e a desfrutar a alegria por o ter conseguido. Este tipo de atitude faz com que se transmita à criança a ideia de que o futuro também depende do sentido que ela lhe quiser dar e que, por acréscimo, desenvolve-lhe o sentido de confiança, de autonomia, de optimismo, de criatividade, de percepção e de consciência das suas capacidades, da sua auto-imagem positiva e o de abstracção do presente, sem perder o contacto com a realidade. À medida que cada objectivo seja atingido, a alegria e o entusiasmo proveniente dessa concretização funcionará como um incentivo, como uma espécie de fonte energética para o próximo esforço e, com o decorrer do tempo, a criança ficará mais preparada para encarar os desafios da vida.

Porém, quando mesmo assim a criança não o consegue é preciso ajudá-la não só a aceitar a frustração como também levá-la a ver, a compreender e a tentar perceber o que é que não funcionou: Terá o objectivo sido demasiado alto? Poderia ela tê-lo atingido duma outra forma? E, sempre que possível, ajudá-la a identificar os seus pontos fortes e os fracos, valorizando os fortes ainda que seja um só e assinalando os fracos mas sempre sem a envergonhar.

Incutir, desde a infância, o gosto pelo esforço vai permitir que a criança crie as estruturas mentais necessárias de condicionalismo, de automatismo, para as ir repetindo na vida adulta. Ajudar-se-á desta forma a que se torne, na vida, num indivíduo activo, mais independente.

A criança que cresce acreditando que se pode obter tudo sem esforço, provavelmente, será um adulto emocional imaturo, preso a uma fase de desenvolvimento ainda egoísta, tornando-se vicioso na aquisição de bens materiais, mas eternamente insatisfeito. Logo que acabe de adquirir algo já quer outro. Acho que nossos filhos merecem melhor do que isto!

Fonte: Crianças e pais: situações e soluções

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Palestra para os Pais “Educar a criança no século XXI”


Data: 18 Maio
Horário: 18:00 às 19:30
Local: Anfiteatro Escola Martim Fernandes (Albufeira, Algarve)
Para mais informações ou inscrições consulte a nossa página do nosso site em http://criaroutraescola.com/2011/05/11/palestra-para-os-pais-educar-a-crianca-no-seculo-xxi/
Atenciosamente,
--
Marta Gonçalves
Secretariado do COE
Site/Blog: www.criaroutraescola.com
Youtube: projectocoe
 
Projecto COE - Soluções concretas ... para uma Educação Motivante!
"Não partilhamos só ideias … proporcionamos resultados!"

CRIAR OUTRA ESCOLA


A/C da Associação/Federação de Pais,
  
Nós, Projecto Criar Outra Escola® (COE), já nosso 5º ano de existência, somos um grupo de diversos profissionais descontentes com o sistema tradicional de Educação e de Ensino nas Escolas e nas Famílias.
Existimos porque estamos profundamente motivados em dar o nosso contributo para gerar mudanças positivas
QUAIS AS PRINCIPAIS DIFICULDADES OU PROBLEMAS QUE OS PAIS SE CONFRONTAM HOJE EM DIA? 
Nas famílias cada vez mais os pais têm dificuldade em lidar com as crianças e com os jovens de forma adequada relativamente à idade, às mentiras, às frustrações, aos medos, à sexualidade, ao insucesso e ao desinteresse escolar, às birras/oposições, aos conflitos diversos, aos desafios, às manipulações, ao desrespeito, aos interesses, entre outros…
QUAL A NOSSO CONTRIBUTO JUNTO DAS FAMÍLIAS?
O nosso contributo para com as famílias assenta em apoiar os pais, através do desenvolvimento ou melhoramento de competências parentais, no processo educativo dos seus educandos. E porquê?
Porque o mundo da criança é, como todos nós sabemos, complexo, existindo numerosas situações que poderão parecer muito complicadas para qualquer pai…
Para dificultar mais a situação acrescentam-se, ainda, as mudanças que ocorreram na sociedade e na família… e que nada ajudam!
DE QUE FORMA PRESTAMOS O NOSSO CONTRIBUTO JUNTO DOS PAIS/FAMÍLIAS?
Apoiamos os pais e as famílias com diversos serviços: consultadoria, acompanhamento, coaching, conferências, sessões de informações e esclarecimento e cursos/workshops.
Para mais informações sobre os nossos serviços (objectivos, conteúdos, resultados esperados, metodologias, …) convidamo-lo a consultar o nosso site, especialmente as seguintes páginas:
Neste sentido, vimos dar-lhe conhecimento do próximo Workshop para Pais, previsto para dia 21 de Maio e 4 de Junho, que terá lugar no Hotel Riviera, em Carcavelos (a 20 kms de Lisboa). Para mais informações consulte o nosso site em http://criaroutraescola.com/2011/04/04/workshop-coaching-para-pais-como-educar-a-crianca-no-seculo-xxi-lisboa/
Se desejar mais informações ou solicitar os nossos serviços (conferências, cursos/workshops, sessões de esclarecimento, …) não hesite em contactar-nos.
Atenciosamente,

--
Psicólogo Clínico do COE
António Valentim

Site/Blog COE: http://www.criaroutraescola.com
Blog pessoal: http://criancasepais.blogspot.com/

Youtube: projectocoe
Facebook: antonio.valentim
T: (+351) 962 464 056


Projecto COE - Soluções concretas ... para uma Educação Motivante!
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pais deveriam poder ir à escola dos filhos sem serem penalizados no trabalho - Sociedade - Sol

Pais deveriam poder ir à escola dos filhos sem serem penalizados no trabalho - Sociedade - Sol

"Pais pouco exigem dos filhos e da escola"


Os portugueses não são exigentes, os pais não exigem das escolas nem dos filhos e os estudantes não exigem de si próprios nem dos estabelecimentos de ensino, defendeu, esta terça-feira, o ex-ministro da Educação Eduardo Marçal Grilo.
O ex-ministro da Educação, que falava no seminário "Participação dos Pais na Escola", a decorrer, esta terça-feira, no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa, afirmou que o povo português "protesta, mas não é verdadeiramente exigente nos locais próprios".
"Os pais não são exigentes em relação aos filhos, os pais e filhos não são exigentes em relação à escola e não há exigência dos estudantes em relação a si próprios", disse o actual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian. Marçal Grilo, como outros especialistas que participam no seminário, salientou a importância e necessidade de envolver os pais na vida da escola e dos alunos.
Apesar de reconhecer "a vida infernal de muitos pais", Marçal Grilo não deixou de referir que "há muitos que não têm problemas de horários e não estão disponíveis" e, neste contexto, a escola "tem um papel importante na mobilização dos pais".
E, quando existem problemas, o diálogo continuado entre pais e professores é fundamental para enfrentar as situações, apontou. Para o ex-ministro, "os exemplos têm de vir de cima e pais e professores devem ser referência" para os mais jovens. "Os professores têm de assumir-se como referência" para os alunos, disse ainda o especialista.

Fonte: Jornal de Notícias

Escolas portuguesas ainda não sabem comunicar com os pais

Estudo europeu mostra que em Portugal os pais têm dificuldade em entender o jargão usado pelos professores.

Entender o que os professores ou directores dizem sobre os seus filhos é a principal dificuldade dos encarregados de educação nas escolas portuguesas. Esta é uma das conclusões do estudo europeu denominado Indicadores de Participação dos Pais na Escola, ontem apresentado no auditório do Conselho Nacional de Educação, em Lisboa. O relatório avaliou o papel dos pais nas escolas de 12 países ou regiões e, quando se tratou de medir o direito dos encarregados de educação a serem bem informados, Portugal ficou nos últimos lugares.

Ao nosso lado, com 75 pontos (numa escala de zero a 100), encontram-se também a Espanha, a Itália e a Roménia. Abaixo dos portugueses, apenas a região francófona da Bélgica (70 pontos) e o cantão suíço de Vaud (60). Portugal está a cinco pontos de distância da média e isso acontece sobretudo porque as escolas ainda não sabem traduzir a informação para que possa ser correctamente entendida pelos pais, defende Conceição Reis, do Conselho Nacional de Educação (CNE), um dos parceiros portugueses do estudo, juntamente com a Fundação Pro Dignitate.

"Embora os direitos estejam globalmente assegurados e as estruturas de comunicação existam, a linguagem, os códigos, o jargão utilizados nas escolas não são acessíveis a uma boa parte dos encarregados de educação, principalmente quando estamos perante uma população imigrante", defende a especialista do CNE, alertando igualmente para a necessidade de se adequar a legislação para permitir a participação dos pais na actividade da escola sem penalizações profissionais.

Neste indicador, Portugal é o país que mais se afasta da pontuação máxima segundo os resultados dos relatórios nacionais. Por outro lado, o País de Gales, a Inglaterra e os cinco cantões suíços são os únicos casos em que a informação é "unicamente adaptada" às características dos pais. Escolher a escola do seu filho é igualmente um direito limitado entre os pais portugueses, também quase no fundo desta tabela, ao lado dos italianos e dos suíços de Berna (60 pontos) e acima de Genebra, que ocupa a última posição, com 50 pontos. Optar pelo ensino privado ainda é "muito condicionado" pelos apoios que o Estado dá às famílias e às escolas, esclarece Carmo Gregório, do CNE, defendendo mais medidas fiscais e meios financeiros para facilitar o acesso às escolas particulares dos alunos com recursos económicos baixos.

A liberdade de escolher a escola que consideram mais adequada para os seus filhos para além do ensino público é aliás uma das recomendações do estudo europeu. O relatório mostra, porém, que apenas na Inglaterra, na região francófona da Bélgica e no País de Gales, a frequência no ensino privado não implica despesa suplementar para as famílias. Nos outros países ou regiões, as propinas têm de ser asseguradas pelos pais e pelos estados.

É no direito dos pais de recorrer contra as decisões da escola que Portugal assume o melhor desempenho, igualando os outros oito países ou regiões. Neste capítulo, Genebra, Zurique (Suíça) e Roménia são os únicos a não atingir a pontuação máxima, fixando-se nos 80 pontos. No que toca à participação nos órgãos da escola, os pais portugueses estão bem posicionados. Embora a pontuação não ultrapasse os 50 pontos, Portugal encontra-se entre os três melhores classificados, apesar da distância que regista em relação ao País de Gales e à Inglaterra, com 73 pontos. São aliás estes últimos dois indicadores que fazem aproximar a média global portuguesa (71) da média europeia (72 pontos).

fonte: Ionline

Pais devem poder escolher escola além do público

É o que defende um estudo desenvolvido em vários países europeus.

 Os pais devem poder escolher a escola que consideram mais adequada para os seus filhos para além do sistema público, defende um estudo europeu apresentado esta terça-feira, que aponta igualmente a «efectiva gratuitidade» do ensino obrigatório.

O projecto Indicadores de Participação dos Pais na Escola (IPPE), desenvolvido em vários países europeus, reflecte uma imagem que «não é negativa» para Portugal, já que os resultados colocam o país na média europeia.

O objectivo do projecto era avaliar a participação dos pais na vida escolar e Portugal obteve 71 pontos (num total de 100) quando a média europeia é de 72 pontos.

O projecto está a ser apresentado e debatido num seminário organizado em Lisboa pelo Conselho Nacional de Educação, que desenvolveu o trabalho em Portugal em parceria com a Fundação Pró-Dignitate.

A presidente do Conselho Nacional de Educação, Ana Maria Bettencourt, disse à agência Lusa que este trabalho «abre caminho para algumas reflexões pertinentes» relacionadas com a gestão das escolas e a participação dos pais na vida escolar dos seus filhos. Aponta ainda áreas em que é necessário melhorar, como a forma de informar os pais, que muitas vezes não é a mais adequada.

No indicador global, Portugal obteve a mesma pontuação que Espanha, muito perto da média europeia, tendo sido ultrapassado pela Bélgica, Inglaterra e País de Gales.

Portugal ficou acima da média europeia no indicador relativo ao direito de participação, tendo-se situado abaixo da média europeia nas restantes questões, relativas ao direito de escolha do estabelecimento de ensino e ao direito à informação.

Portugal obteve uma boa pontuação no que respeita ao direito de recurso dos pais face a decisões dos estabelecimentos de ensino. 


Fonte: TVI24

segunda-feira, 9 de maio de 2011

“ Um Leitor é um Sonhador” - VENCEDORES DA 2ª ELIMINATÓRIA


 









Já temos os representantes do Agrupamento para o concurso “Um leitor é um sonhador”. Consulte aqui a grelha com os nomes dos vencedores.

Ano
Aluno

Livro
1º ano (vencedor)

Carolina Tanguenho
A designar
1º ano (suplente)

Clara Martins Parreira




2º ano (vencedor)

Ana França
“Rimas perfeitas, imperfeitas e mais que perfeitas”
2º ano (suplente)

Inês Janeiro




3º ano (vencedor)

Cristiana Romano
A designar
3º ano (suplente)


Matilde Sardinha




4º ano (vencedor)


Diogo Galinha
“Uma aventura no palácio da pena”



4º ano (suplente)


Beatriz Apolónia


5º ano vencedor)

Carlos Palma
“Primeiro livro de poesia”
5º ano (suplente)

Beatriz Carrujo





6º ano (vencedor)

Luís Raposo

“Primeiro livro de poesia”

6º ano (suplente)
Catarina Coelho


 
Os alunos do 1º, 2º e 3º anos irão à final, no auditório da Direcção Regional de Educação do Alentejo, em Évora, no dia 10 de Maio; e os alunos do 4º, 5º e 6º anos no dia 19 de Maio.

Parabéns a todos os alunos que integraram a 2ª eliminatória. A vossa prestação foi fantástica.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

22 de Abril, Dia da Terra


Quercus considera que Portugal e o mundo ainda não souberam mudar de paradigma rumo a um Planeta Sustentável
O Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez a 22 de Abril de 1970, associado ao lançamento do movimento ambientalista moderno, realçando os seus propósitos de acção nas diferentes áreas de promoção de um desenvolvimento sustentável. A Quercus aproveita esta data para lembrar a importância da cidadania e de toda a sociedade em assumirem comportamentos e políticas que assegurem uma cada vez melhor qualidade de vida das populações, sem prejuízos agravados para as futuras gerações, preservando e inclusive reabilitando os valores naturais.
Por uma economia verde com um novo paradigma
Infelizmente, para além da insustentabilidade financeira de muitos dos projectos desenvolvidos em Portugal nos últimos anos, os custos ambientais e para a conservação da natureza têm sido enormes: quer autoestradas com pouco tráfego atravessando áreas sensíveis, quer vias que estimularam o uso do automóvel com consequente poluição; barragens com um rendimento muito limitado mas que destruíram património único; urbanizações e empreendimentos turísticos em zonas de solos produtivos ou ecologicamente relevantes.
À escala do país e no mundo, o paradigma para se ultrapassar a crise mantém-se: estimular a produção e o consumo, sabendo-se que os recursos materiais são finitos e escassos, e os consumos energéticos devem ser limitados no caminho para uma transição onde predomine a utilização de energia renovável.
O consumo actual de recursos naturais ultrapassa em 50% a capacidade do planeta suportar e regenerar esses recursos, uma tendência que tem mantido uma trajectória de crescimento contínuo. A pegada ecológica do planeta duplicou desde 1966, porque a pegada de carbono (uma das suas componentes) aumentou 11 vezes desde 1961. Contudo, existem grandes diferenças entre os países do mundo relativamente à pegada ecológica, devido ao seu nível de desenvolvimento económico e social (WWF, 2010). Cerca de um sexto da população mundial é responsável por quase 80% do consumo mundial em termos de bens e serviços. Actualmente, 75% das pessoas à escala mundial consome um décimo em comparação com um cidadão europeu médio (Worldwatch Institute, 2010).
É necessária uma mudança radical no modo como as empresas desenvolvem os seus negócios. As bases dos lucros e perdas, do progresso e da criação de valor têm de ser redefinidas para considerar os impactes ambientais a longo prazo e o bem-estar pessoal e social. Os preços deverão reflectir todas as externalidades de produtos e serviços (custos e benefícios) e as empresas têm de procurar uma maior eficiência na aquisição de materiais, concepção de produtos, produção, marketing e distribuição (o que tem benefícios ambientais e reduz custos). A economia tem de criar emprego suficiente, aumentando ao mesmo tempo, a produtividade do trabalho.

A criação de sistemas de produção de bens em circuito fechado e em rede têm de impulsionar a indústria e reduzir a necessidade de extracção de recursos primários. Os sistemas em circuito fechado deverão passar a utilizar os resíduos como recursos, eliminando a sua deposição no solo, no ar ou na água. Para os mercados globais, a sustentabilidade passará pela atribuição do valor real às externalidades associadas (como os impactes ambientais dos seus produtos e serviços e o benefício dos serviços prestados pelos ecossistemas naturais), a valorização das boas práticas ambientais pelas empresas (que reduzem impactes e custos) e a preferência dos consumidores por bens e serviços com menores impactes ambientais e maior valor acrescentado. Por outro lado, a aposta num desenvolvimento local, com aposta em (novos) produtos e serviços próprios (nomeadamente com espécies autóctones) é também um investimento necessário ao nível global. Neste quadro, é essencial que, ao nível do sistema financeiro, os bancos invistam nestas vertentes.
Um milhar de milhões de acções verdes -  a caminho da Cimeira Rio+20
O tema do Dia da Terra em 2011 é a mobilização através de todo um conjunto de pequenas acções que cada um de nós pode tomar para reduzir a sua pegada ecológica. Em causa está uma redução do uso dos materiais, da água em particular, da energia, das emissões de carbono causadoras das alterações climáticas, de resíduos. Todas essas contribuições deverão fazer parte de um caminho para uma mobilização que é urgente acontecer e cuja oportunidade existe através do trabalho e com o apelo das populações de todo o mundo, conjugada com a presença (e espera-se, decisões) dos chefes de Estado e de Governo de todos os países na Cimeira que terá lugar no próximo ano no Rio de Janeiro, com igual propósito que a ECO/92, que teve um enorme efeito na mobilização e actuação em prol de um desenvolvimento sustentável há quase 20 anos atrás.

Lisboa, 21 de Abril de 2011
A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza