quinta-feira, 24 de março de 2011

Alunos da EBI de Vidigueira exigem transferência para a nova Escola

 

Várias dezenas de alunos do 2º e 3º ciclo da Escola Básica Integrada Frei António das Chagas de Vidigueira concentraram-se esta manhã à porta da Escola. No protesto, convocado na véspera por SMS, os alunos exigiram a transferência imediata para a nova Escola. O novo estabelecimento de ensino foi inaugurado em Janeiro passado pela Ministra da Educação mas continua encerrado. Os estudantes asseguram que as instalações que frequentam não reúnem as condições necessárias pois têm vidros partidos, persianas avariadas e maus cheiros.

Isabel Contente, presidente do Conselho Executivo da Escola Básica Integrada Frei António das Chagas de Vidigueira, garante que os alunos serão transferidos para as novas instalações após as férias da Páscoa, no mês de Abril, no arranque do último período de aulas. De acordo com a mesma responsável há questões técnicas, como a migração da rede informática, a certificação pela PT e instalação de quadros, que têm atrasado a transferência dos estudantes.

Os alunos prometem desenvolver novas acções de protesto. 


 Fonte: Rádio Pax

quarta-feira, 23 de março de 2011

Palestra sobre a Educação Parental nos dias de hoje


A Equipa de Intervenção Precoce de Beja ,Vidigueira Cuba e Alvito – Pólo  da Vidigueira e a Equipa do Educação Especial do Agrupamento de Escolas de Vidigueira, convidam a participar numa  Palestra dinamizada pelo Dr. Luís Fernandes e pela Dra. Fátima Estanque, subordinada ao tema: “ Educação Parental nos dias de hoje” a realizar no Auditório do Agrupamento de Escolas de Vidigueira, no dia 31 de Março de 2011, pelas 21 horas.

O público alvo serão pais e encarregados de educação, docentes de todos os níveis de ensino, assistentes operacionais e outros técnicos.

As inscrições deverão ser efectuadas ate dia 29 de Março, através dos seguintes contactos:

Educadora Maria Contente – 962883887

Professora Dores Amado – 963361940

Secretaria da escola – 284 437 300

segunda-feira, 21 de março de 2011

21 de Março 2011 - DIA MUNDIAL DA FLORESTA

A ONU considera este dia o Dia Mundial da Floresta, antigo Dia Mundial da Árvore. O Brasil tem este dia como o Dia Nacional da Terra e o Japão, o Dia do Equinócio de Primavera. Nós, aqui na Vidigueira, comemoramos assim:


 Com a ajuda dos sapadores dos bombeiros, hasteamos a bandeira da eco-escola.
Esta bandeira traz-nos uma grande responsabilidade, fazendo com que cada vez mais, sejamos conscientes da importância de todos os nossos actos, no sentido de sermos cada vez mais cidadãos responsáveis pela sustentabilidade do ambiente.

Também foram plantadas árvores com a ajuda da Câmara Municipal.

Para ver as fotografias do 2º ano da turma E, clique aqui

quarta-feira, 16 de março de 2011

Governo vai fechar cerca de 400 escolas até ao final do ano - Sol

A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou hoje que o Ministério vai encerrar cerca de 400 escolas de todo o país até ao final do ano e considerou que a medida «beneficia alunos e professores».


A falar aos jornalistas ao final da manhã na escola secundária Emídio Navarro, em Almada, Isabel Alçada afirmou que «até ao final de 2011 serão encerradas as escolas [com um número reduzido de alunos] que restam das cerca de 3200 que o Ministério encerrou nos últimos anos», ou seja, «cerca de 400 escolas por todo o país».
A ministra acrescentou que «eventualmente ficará uma ou outra escola por encerrar, [e que terá] uma autorização especial para funcionar como aconteceu no ano passado».
Isabel Alçada considerou que esta medida «beneficia as crianças e os professores»: «O que valorizo mais é a oferta de centros escolares novos, com muito melhores condições, para onde as crianças que estão em escolas sem condições serão encaminhadas porque o benefício é imenso», disse.
«O nosso país está a avançar muito no que respeita a Educação pelo facto de ter uma rede de centros escolares muito expressiva e as autarquias estão a continuar a construir centros escolares», afirmou.
A ministra esteve em Almada para participar na sessão de apresentação do DVD 'Como se faz um jornal', produzido pelo jornal Público, no âmbito das comemorações do seu vigésimo aniversário.

Fonte: Sol

País "sem condições" para manter dois professores em Educação Visual

A ministra da Educação afirmou esta terça-feira que a manutenção de dois professores a leccionar as disciplinas de Educação Visual e Tecnológica e Área Projecto "representa um acréscimo de investimento que o país não está em condições de assumir".
A falar aos jornalistas ao final da manhã na Escola Secundária Emídio Navarro, em Almada, Isabel Alçada sublinhou a necessidade de reformar e ajustar o Ensino Básico e voltou a defender o decreto-lei do Governo sobre este assunto, que a oposição impediu no início do mês que continuasse em vigência.
O Governo publicou o diploma em "Diário da República" a 2 de Fevereiro, com produção de efeitos a 1 de Setembro.
Este decreto-lei determinava a eliminação da Área de Projecto, limitava o estudo acompanhado a alunos com mais dificuldades e reduzia de dois para um o número de professores a leccionar EVT. A 4 de Março a oposição parlamentar aprovou a cessação de vigência do diploma.
Isabel Alçada lembrou que "na maior parte dos países (as crianças que frequentam o Ensino Básico) têm um professor generalista para todas as disciplinas, que é coadjuvado (por outros professores) na área da música, da língua estrangeira e do desporto".
"Temos esta tradição de diversidade de professores. Mantemo-la, mas quando temos que reduzir, temos que olhar para onde é que se pode reduzir sem prejudicar, e este é o caso", acrescentou.

Fonte: Jornal de Notícias

Câmaras ‘rasgam’ acordos da Educação


Um terço das autarquias do País aceitaram novas competências mas agora ameaçam rasgar contratos...

 
O vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Campos, garantiu ontem na Assembleia da República que muitas autarquias preparam-se para ‘rasgar’ os contratos de transferência de competências assinados com o Ministério da Educação, por não suportarem os custos.
"Das 112 autarquias que assinaram, entre 70 a 75 por cento estiveram numa reunião, na quinta-feira, onde um número muito significativo disse que vai denunciar os contratos se não houver evolução", afirmou o também presidente da Câmara de Boticas (PSD), numa conferência na Comissão Parlamentar de Educação. 

A posição de Fernando Campos foi, contudo, contestada pelos vereadores da Educação de Matosinhos, António Pinto, e de Évora, Cláudia Pereira. Os dois autarcas socialistas estiveram na referida reunião e garantem que nenhum dos presentes manifestou o propósito de denunciar os contratos.
Segundo Fernando Campos, a tutela atribuiu "meios financeiros insuficientes para fazer face às novas responsabilidades", em especial na "gestão do parque escolar". O dirigente referiu "grandes constrangimentos na gestão do pessoal não docente" devido à "inadequação da fórmula para calcular o rácio". O dirigente frisou que o Governo já admitiu a dívida de 35 milhões de euros às autarquias e lamentou que a ministra Isabel Alçada não estivesse presente para se retractar, depois de ter acusado a ANMP de mentir.

Diversos autarcas referiram que não pode haver um modelo de transferência de competências único, porque as realidades são diversas. O responsável da ANMP frisou que há "muitas zonas cinzentas" que levam "a situações caricatas". A transferência prevê que as autarquias passem a gerir pessoal não docente do básico e pré-escolar, o parque escolar nos 2º e 3º ciclos, as actividades de enriquecimento no 1º ciclo, a Acção Social Escolar nos 2º e 3º ciclos e o transporte no 3º ciclo. 


Uma geração enrascada

Decorria o ano de 1994 quando Vicente Jorge Silva, então diretor do jornal Público, publicava um editorial sobre a “geração rasca”. Os jovens manifestavam-se nas ruas contra as políticas educativas e contra o pagamento de propinas no ensino superior público. Na base do editorial do jornalista estava o célebre episódio em que quatro estudantes mostraram o rabo ao então ministro da Educação, Couto dos Santos, – e onde se podia ler as palavras “Não pago”. Outros repetiram o gesto durante uma manifestação em frente à Assembleia da República.
Apesar dos protestos, a luta acabou por sair gorada, uma vez que o valor das propinas acabou mesmo por subir nos anos seguintes. Em 1994, frequentar uma universidade custava ao bolso dos estudantes 80 mil escudos. Hoje, em Portugal, a quase totalidade das universidades e politécnicos públicos aplica a propina máxima de 986,88 euros.
Ainda assim, o número de alunos nas instituições não deixou de crescer: há 17 anos havia 269.982 pessoas matriculadas no ensino superior. Hoje são 383.627.

Milhares nas ruas

A “geração rasca” de Vicente Jorge Silva assiste, agora, ao descontentamento de uma outra, mais nova, responsável por uma das maiores manifestações dos últimos anos em Portugal.
A tarefa dos mais novos é hercúlea: além de enfrentar um futuro instável, veem-se confrontados com o défice público, com o fim de algumas reformas e regalias sociais e com elevadas taxas de desemprego: se em 1994, 10.500 pessoas com ensino superior estavam desempregadas, hoje, e segundo dados da Base de Dados de Portugal Contemporâneo Pordata, esse número disparou para os 63,800. Seis vezes mais do que há 17 anos.

“Quinhentoseuristas” e outros mal remunerados

Os jovens “retribuíram” com o epíteto “geração à rasca”. Foi na rede social que o apelo foi lançado. E, no último sábado, milhares saíram à rua: os “desempregados, quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal”.
Muitos são hoje vítimas de esquemas de trabalho temporário, de falsos prestadores de serviços. Rapazes e raparigas que oscilam entre estágios não remunerados e o desespero de conseguir o primeiro contrato. Jovens de uma geração deserdada que os deixou “à rasca”. Mas que não os calou.

Fonte: as beiras

 

Visitas de estudo dos alunos de 8º e 9º ano


Os 8º e 9º anos da escola da Vidigueira, no âmbito das disciplinas de Ciências Físico-químicas, Ciências Naturais, Geografia e Informática, visitaram a Central Fotovoltaica de Amareleja e a Central Hidroeléctrica da Barragem de Alqueva. 

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Embora permitam produzir energia eléctrica sem emissões de CO2, as suas infraestruturas têm impacto sobre o ambiente. É neste constante balanço entre impactos negativos / positivos que se move o desenvolvimento.

No Centro de Informação da EDIA, os 8ºs ano conheceram as medidas de minimização e de compensação que foram aplicadas, obrigatoriamente, a fim de compensar o impacto da barragem, da área inundada e das transferências de água entre diferentes barragens e rios. Assim a destruição de habitats com prejuízo para várias espécies prioritárias obrigou à translocação de espécies, à construção de uma gruta artificial para morcegos, à montagem de elevador para peixes migradores, à segregação de águas de diferentes bacias hidrográficas, à colocação de barreiras aquáticas acústicas... um esforço que está longe de abarcar o leque de perturbações nos ecossistemas que resultarão da agricultura intensiva que a água permitirá...

Fonte: eco-escola

dois prémios no concurso de ideias do "Ciência na Escola"

A escola da Vidigueira recebeu dois prémios no concurso de ideias do "Ciência na Escola" - Fundação Ilídio Pinho / BES / Ministério da Educação.

terça-feira, 15 de março de 2011

Pais não aceitam greve aos exames

Não agrada às associações de pais a decisão dos sindicatos de professores de avançarem com protestos no final do terceiro período deste ano lectivo. E agrada menos ainda no caso de esses protestos, decididos no plenário nacional realizado no sábado, em Lisboa, passarem por uma greve às avaliações e aos exames, tal como é ponderado pelos sindicatos de docentes.
Não agrada às associações de pais a decisão dos sindicatos de professores de avançarem com protestos no final do terceiro período deste ano lectivo. E agrada menos ainda no caso de esses protestos, decididos no plenário nacional realizado no sábado, em Lisboa, passarem por uma greve às avaliações e aos exames, tal como é ponderado pelos sindicatos de docentes.

"Esperamos que não tenha passado de uma euforia típica das manifestações, pois até agora a luta dos professores tem passado sempre por não prejudicar os alunos", refere Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).
Para o dirigente associativo, a desestabilização nas escolas no final do último período lectivo deve ser evitada. "É uma altura em que os alunos e as famílias estão a fazer um esforço para consolidar os resultados escolares, e qualquer foco de instabilidade é prejudicial. Se isso acontecer, vamos até às últimas consequências para defender o interesse das famílias e dos alunos", garante Albino Almeida.
No sábado, mais de nove mil professores reuniram-se em plenário em Lisboa, tendo decidido manter a greve às horas extraordinárias e a realização de debates nas duas primeiras semanas do 3º período para decidir as "acções de luta" futuras. A greve às horas extraordinárias, iniciada no dia 1 de Março, tem incidido na componente não lectiva. "Não tem havido preocupações, pois não está a afectar o trabalho com os alunos", reconhece Albino Almeida.
Os professores contestam o modelo de avaliação de desempenho, os cortes salariais e a eventualidade de desemprego para 30 mil docentes a partir de Setembro.
A criação dos mega-agrupamentos escolares também é contestada pelas estruturas sindicais, que temem a "degradação pedagógica" em escolas com três ou quatro mil alunos de vários níveis de ensino.

Fonte: Correio da Manhã

Condições de funcionamento do estudo acompanhado publicadas em Diário da República

O Ministério da Educação (ME) divulga em decreto-lei, publicado hoje no Diário da República, as condições de funcionamento do estudo acompanhado para os alunos com "efectivas necessidades de apoio", principalmente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.
“O estudo acompanhado é frequentado pelos alunos que revelem dificuldades de aprendizagem e é obrigatório sempre que os resultados escolares nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática o justifiquem, bem como para os alunos que sigam planos de recuperação ou planos individuais de trabalho”, refere o diploma, que entra em vigor a 1 de Setembro.

A portaria hoje publicada em Diário da República decorre de um diploma que já não existe legalmente, uma vez que a cessação da sua vigência foi aprovada na semana passada pelo Parlamento. Isto significa que esta portaria também não terá seguimento.

Este decreto de lei (n.º 18/2011 de 2 de Fevereiro) vem alterar o decreto-lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, relativamente aos princípios orientadores da organização e da gestão curricular do ensino básico, conferindo uma “nova ênfase ao estudo acompanhado no objectivo da promoção da autonomia da aprendizagem e melhoria dos resultados escolares”. “Na verdade, sem descurar todas as outras disciplinas do currículo, [o ME] estabeleceu uma estratégia de reforço ao apoio nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática e procurou centrar-se nos alunos com efectivas necessidades de aprendizagem”, lê-se no diploma.

Desta forma, os alunos que revelem dificuldades de aprendizagem associadas a insuficiências de métodos de organização do trabalho e de estudo têm a orientação e o apoio que lhes permitam superar essas dificuldades e adoptar as metodologias de estudo que favoreçam a autonomia na realização das aprendizagens e o consequente sucesso escolar. Os alunos a frequentar o estudo acompanhado são indicados pelo professor titular de turma no 1.º ciclo do ensino básico ou pelo conselho de turma nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

Podem ser dispensados da frequência do estudo acompanhado, a qualquer momento, os alunos que revelem que ultrapassaram as dificuldades, obtenham resultados escolares considerados, de forma sustentada, positivos ou situações em que os encarregados de educação assumam o compromisso escrito de que o acompanhamento ao estudo será assegurado fora da escola. A inscrição dos alunos no estudo acompanhado é feita em cada período lectivo e é organizado semanalmente, em dois tempos de quarenta e cinco minutos por turma, no final do horário lectivo diário dos alunos.

“De acordo com a organização do agrupamento de escolas e de forma a rentabilizar espaços físicos e recursos humanos, o estudo acompanhado pode englobar alunos de uma só turma ou de várias turmas”, adianta o diploma. A frequência é obrigatória para os alunos inscritos, aplicando-se o regime de faltas consignado no Estatuto do Aluno. A avaliação do estudo acompanhado, em cada turma, consiste exclusivamente na verificação dos progressos dos resultados dos alunos em cada uma das disciplinas em que se diagnosticarem insuficiências de aprendizagem.

Além da avaliação a nível de cada turma nas reuniões de avaliação intercalar e de final de período, o conselho pedagógico deve avaliar os efeitos positivos do estudo acompanhado, nomeadamente no que respeita aos resultados obtidos pelos alunos que o frequentaram.

fonte: http://www.publico.pt/

domingo, 13 de março de 2011

A arte de negociar

Negociar é uma arte que os pais (e os filhos) devem aprender. Quando a criança cresce, e principalmente quando chega à adolescência, a negociação adquire um papel muito importante na educação e no estabelecimento da disciplina. Pode ser utilizada em qualquer idade, mas é desejável que antes dos 12 anos seja pontual e depois dessa idade tenha uma importância crescente.

É claro que algumas coisas não são negociáveis. Em cada casa e em cada família algumas regras não podem estar constantemente ou mesmo pontualmente a ser alteradas de acordo com as necessidades de momento. Não bater, não gritar, não roubar, não mentir ou não dizer palavrões são exemplos de normas que não devem ser negociáveis. Mas aparte estas poucas excepções, muito pode ser negociado, incluindo outras regras, horários a cumprir ou as consequências da quebra de algumas normas. Para tudo isto a negociação deve ser encorajada, o que pode ter duas consequências desejáveis. Por um lado a criança treina as suas competências na diplomacia, em fazer ver os seus pontos de vista e em tentar convencer os outros (neste caso os seus pais) da justeza dos seus argumentos. Não poderia existir melhor ambiente que o familiar para um jovem treinar esta competência que tão útil lhe poderá ser mais tarde com amigos, colegas de emprego, professores ou patrões. Por outro lado, ao sentir que os pais estão dispostos a negociar, e que a sua opinião foi tida em conta antes de tomada a decisão, os filhos mostram-se naturalmente mais dispostos a cooperar, mesmo quando o resultado final não foi aquele que desejavam.

Especialista Pediatria por Paulo Oom, Publicado em 10 de Março de 2011 em ionline.pt  

quinta-feira, 3 de março de 2011

Rastreios dentários gratuitos em março

A SPEMD (Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária) e a Colgate vão promover a 12ª edição do “Mês da Saúde Oral da Colgate e SPEMD” em março.

“Durante esse período, médicos dentistas e estomatologistas de todo o país, incluindo Madeira e Açores, farão rastreios dentários gratuitos (sem tratamentos ou radiografias) à população, visando sensibilizar os portugueses para a importância da higiene e saúde oral”, informa a organização, que adianta: “os objetivos da campanha centram-se em prevenir doenças da boca, como as cáries, a sensibilidade dentária ou a gengivite, e aferir o estado da saúde oral em Portugal”.
Só no ano passado, no âmbito da edição anterior do mesmo rastreio, apurou-se que 66% da população portuguesa tem cárie dentária em pelo menos um dente. A organização destinou uma linha azul para quem quiser obter informações acerca das clínicas aderentes ao projeto: 808 305 306.

Por Hugo Mamede, 21 de Fev. 2011
 Link da notícia

Pagar ou não pagar...

Há algum tempo, um casal confessou-me que a única forma de conseguir que o seu filho, já adolescente, fizesse a cama todas as manhãs, era pagando para que a fizesse. Pareceu-me, de imediato, uma aberração. Não faz qualquer sentido pagar a uma criança ou a um jovem para que ele faça algo que é suposto fazer. Isso apenas lhe ensina que tudo pode ser resolvido financeiramente e, obviamente, que a execução da tarefa é sempre opcional (o pagamento pode ser recusado) e que quanto maior o esforço maior deverá ser a recompensa. Se a criança é paga para agir de forma correcta, isso apenas significa que ela consegue ser subornada.

Penso que o raciocínio deverá ser exactamente o oposto. Desde cedo a criança deve receber uma semanada ou mesada. Nada de extravagante, apenas simbólica e capaz de satisfazer alguns pequenos caprichos à medida da criança. Esse dinheiro deve ser entendido pela criança como útil para a sua independência (poderá comprar com ela o que quiser, desde que não vá contra as regras estipuladas pelos pais) mas também como retribuição pelo seu trabalho familiar, nas pequenas tarefas que lhe são devidas, como fazer a cama, arrumar o quarto, ajudar a pôr a louça na máquina, a estender a roupa ou a tomar conta dos irmãos mais novos. O que pode ser feito é retirar à criança parte da mesada se determinada tarefa, considerada de rotina (fazer a cama, por exemplo), for constantemente ignorada. A mesada nunca deve ser entendida pela criança como dado adquirido mas como algo que tem de ser merecido. Pediatra 

por Paulo Oom, Publicado em 03 de Março de 2011 em ionline.pt


terça-feira, 1 de março de 2011

Concurso "O teu filme pode mudar o mundo"

 No âmbito do concurso "O teu filme pode mudar o mundo", os alunos do 7.º ano em Área de Projecto, elaboraram uns filmes que se encontram agora para votação, até dia 11 de Março, nos seguintes sítios da internet:
Para votar é muito simples, basta acederem aos respectivos endereços e clicarem, com o rato, em cima das estrelinhas. Quanto mais estrelinhas, melhor ;)
Obrigada a todos. Espero que gostem :)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cada um para seu lado. Eles e elas aprendem melhor assim

 Os colégios Fomento são os únicos a separar rapazes e raparigas. Lá fora há 200 mil escolas a fazer o mesmo

É preciso assumir as diferenças. Elas gostam de comandar e eles ao pé delas têm poucas hipóteses de assumir o controlo. Eles são mais barulhentos e elas mais sossegadas. Elas crescem mais depressa e acham que eles são infantis. Elas fazem duas e três tarefas ao mesmo tempo e eles uma de cada vez. Os colégios Fomento, em parceria com o Opus Dei, são os únicos em Portugal a assumir essas diferenças nas salas de aulas. Os rapazes estudam no Planalto (Lisboa) e no Cedros (Gaia) e as raparigas no Mira Rio (Lisboa) e no Horizonte (Porto). Longe uns dos outros para não atrapalharem ninguém.

Não se trata de nenhuma cruzada contra os movimentos feministas nem sequer é uma campanha para acentuar os estereótipos entre os sexos. O ensino diferenciado é uma escolha suportada por factos científicos, assegura o presidente dos colégios Fomento, Jorge Maciel: "A maturidade intelectual e emocional das raparigas acontece mais cedo, logo reagem de forma distinta dos rapazes." Ambos aprendem as mesmas disciplinas e os mesmos conceitos. As estratégias é que são diferentes.

Aulas para raparigas Nem tudo precisa de estar tão organizado. Basta saber que há um grupo de exercícios para completar. Qual das tarefas será feita em primeiro é uma opção em aberto: "É possível dar maior autonomia às raparigas para serem elas a gerir o seu próprio tempo." Usar as emoções como motivação é um trunfo que só resulta entre elas: "Quando estão tristes, é impossível ignorar isso, sob pena de não se conseguir fazer mais nada durante a aula." A mesma estratégia para os rapazes é um erro fatal, alerta o presidente dos colégios Fomento: "Regra geral, fazer perguntas sobre assuntos do coração aos rapazes é uma intromissão na sua privacidade."

Pôr ordem na sala de aula é mais fácil entre turmas só com alunas. Basta subir o tom de voz para o silêncio encher a sala: "Elas, sendo mais sensíveis às frequências altas, têm tendência a interpretar uma chamada de atenção como um grito e calam-se facilmente." Detalhes, por outro lado, é o ponto forte das raparigas. Conseguem concentrar-se nas pequenas coisas e aguentam mais tempo a ouvir a professora.

Aulas para rapazes Turmas só de rapazes são mais barulhentas. O sistema nervoso não é igual ao das raparigas e por isso eles são inquietos dentro e fora da escola. "São mais agitados, e nós por outro lado, temos mais trabalho para manter o controlo da aula", conta António Lopes, professor de História do Colégio Planalto. Pô-los a competir uns com os outros costuma resultar: "Jogos de estratégia, com um chefe, um objectivo e um vencedor final", explica Jorge Maciel. Ou então perguntas directas e respostas vindas de cada um e cada um na sua vez, acrescenta António Lopes.

E aulas sempre bem estruturadas. "Cada tarefa terá de ser cumprida no tempo, na duração e com objectivos previamente estabelecidos", diz Jorge Maciel. Trabalho em equipa, tarefas práticas e rápidas para não perder a atenção deles. "Os resultados são melhores do que no ensino misto", garante o professor, que dá aulas nos colégios que ocupam os lugares de topo no ranking nacional de escolas básicas e secundárias.

Rapazes e Raparigas No 3.o ciclo, com 14 ou 15 anos, a distância entre eles e elas é ainda maior, avisa António Lopes: "Os rapazes são mais imaturos e sabem disso." Numa turma mista, essa percepção acaba por definhar boa parte das suas potencialidades: "Muitas vezes, eles não tomam iniciativa com medo de serem considerados infantis pelas raparigas."

Quando elas não estão no caminho é mais fácil. Nada melhor do que um exemplo concreto para as diferenças se tornarem claras. "A peça de teatro que as turmas do 7.o ano do Planalto estão a ensaiar para as jornadas culturais seria um espectáculo mais difícil de encenar com miúdas por perto. "Numa turma mista eles ficariam na retaguarda", diz o professor de História. Mas como é entre eles, assumem sem medo os papéis principais. Não se trata de desenvolver o lado feminino e masculino de raparigas e rapazes, esclarece o professor: "Trata-se, sim, de trabalhar aptidões que não se desenvolveriam se as turmas fossem mistas."

Mundos separados? Resta saber por fim se alunos e alunas dos colégios Fomento estão condenados a conviver longe uns dos outros até concluírem o secundário. Madalena Rendeiro Santos saiu do Mira Rio, no Restelo, há quase 11 anos e conta que enquanto lá esteve nunca viveu num "mundo à parte dos rapazes". Combinava encontros e sessões de cinema com as amigas do colégio que levavam os irmãos do Planalto. E lá em casa ainda havia seis irmãos que estudavam no Planalto, que levavam outros colegas do colégio. Os rapazes sempre estiveram perto de Madalena.

E mesmo que assim não fosse, caberia aos pais facilitar essa tarefa, defendem Lúcia e Leal Vasco, casal com dois filhos a estudar no Planalto e ainda três filhas a frequentar o Mira Rio: "Os colégios não são o único espaço de convívio para eles, que ainda andam na natação e aprendem música no ensino público", conta Lúcia Vasco.
 Publicado em ionline.pt 25 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Rádio Vidigueira cria programa para jovens

A Rádio Vidigueira criou um espaço inteiramente dedicado aos jovens do concelho chamado Overground. É transmitido duas vezes por mês durante o programa Renascer, às quintas feiras, das 10h às 11h.
Segundo Ana Coutinho e David Borges, este espaço servirá para "destapar" os problemas com que os jovens do concelho se deparam e discuti-los abertamente com alguns convidados. Os temas serão variados, nomeadamente, saúde, educação, formação, emprego, empreendedorismo e iniciativas variadas. Desta forma, pretende-se debater a evolução da Geração Rasca e Underground (debaixo do solo) para a nova geração à Rasca que quer estar Overground (em cima do solo).
Na emissão de hoje a convidada Patrícia Pires falou sobre a sua experiência educativa no concelho. A falta de acompanhamento da comunidade educativa nas escolhas para o ensino superior, a necessidade de sair de "casa" para realizar um curso superior e a falta de apoio na universidade para a empregabilidade foram experiências relatadas. Assim como o David e a Ana compararam as ofertas do ensino profissional do concelho com o secundário "normal" do distrito em relação à aquisição de competências e, à utilidade das mesmas na vida académica. Constatou-se que, para eles, existiu falta de acompanhamento psicológico durante todo o processo educativo dentro do concelho visto terem tido imaturidade na tomada de decisões importantes para a sua vida académica e, por sinal, terão repercussões na vida profissional. A falta de um conhecimentos mais profundo das opções disponíveis, também os fez divergir dos seus sonhos e ambições. Estas e outras incertezas na oferta educativa e profissional é, sem dúvida,  um problema que abrange todos os jovens do concelho.
Aguardamos o desenrolar deste programa na próxima edição de dia 10 de Março.

Serviços da Educação barram campanha "ideológica" contra a homofobia nas escolas - Sociedade - PUBLICO.PT

Serviços da Educação barram campanha "ideológica" contra a homofobia nas escolas - Sociedade - PUBLICO.PT
 

Confederações com "reticências" e "dúvidas" na eventual aplicação de coimas aos pais

As confederações nacionais de associações de pais e encarregados de educação manifestaram hoje "muitas reticências" e "dúvidas" quanto à anunciada intenção do Governo Regional dos Açores em aplicar coimas aos pais que não se envolverem na educação dos filhos.
A posição do executivo açoriano foi anunciada na terça-feira no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso, admitiu a aplicação de "coimas" e "perda de direitos sociais" a quem não esteja interessado no sucesso escolar dos educandos.
Contactado pela agência Lusa, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, sustentou que a questão levanta, desde logo, "muitas dúvidas", considerando ainda "bizarro" o conceito de aplicar coimas aos pais.
"O que pergunto é se o Governo Regional quer penalizar os pais que não se envolvam nas questões educativas em sentido mais lato, como por exemplo participarem em reuniões de conselhos locais de educação ou associações de pais. Coisa diferente é penalizar os pais que não respondam quando solicitados" pela comunidade educativa, disse Albino Almeida.
Segundo o presidente da Confap, "se o propósito é penalizar os pais que não se envolvam na educação dos filhos, então trata-se de um forma bizarra de promover o envolvimento parental", admitindo ter ficado "surpreendido" com a possibilidade já que o arquipélago dos Açores em matéria de educação tem sido motivo de "referência" no país.
"É o mesmo que decretar multas a quem não se envolva na cidadania", frisou Albino Almeida, acrescentando ainda que "no caso dos deveres inerentes à responsabilidade parental as penalizações não devem ser colocadas ao nível da escola", mas alertando as instituições.

por Lusa 23-02-2011